Campanha de avaliação da sardinha incide na costa ocidental até ao final do mês

A campanha de avaliação da sardinha e do biqueirão, PELAGO22, vai incidir, até ao final do mês na costa ocidental portuguesa, seguindo-se o rastreio em Espanha para cobrir o ‘stock’ das duas espécies.

Campanha de avaliação da sardinha incide na costa ocidental até ao final do mês

Campanha de avaliação da sardinha incide na costa ocidental até ao final do mês

A campanha de avaliação da sardinha e do biqueirão, PELAGO22, vai incidir, até ao final do mês na costa ocidental portuguesa, seguindo-se o rastreio em Espanha para cobrir o ‘stock’ das duas espécies.

“Até 31 de março, será amostrada a costa ocidental portuguesa, seguindo-se a campanha homóloga espanhola, PELACUS, que realiza o rastreio acústico na Galiza e Cantábrico, cobrindo assim as duas campanhas todo o ‘stock’ ibérico de sardinha e o ‘stock’ sul do biqueirão”, lê-se numa nota divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Esta campanha começou no início de março na plataforma continental portuguesa e no Golfo do Cádis.

A PELAGO22 é realizada, anualmente, na primavera e determina a abundância e distribuição dos peixes pelágicos, tendo por objetivo avaliar o seu estado e os fatores que afetam a sua sobrevivência.

Os dados recolhidos permitem ainda ter conhecimento sobre a “dinâmica das populações” destes peixes, de modo a potenciar a sustentabilidade das capturas.

Nesta campanha participam investigadores e técnicos do IPMA, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve.

Estes especialistas seguiram a bordo do navio de investigação Miguel Oliver, que é acompanhado por uma embarcação da pesca do cerco que vai ajudar na identificação dos cardumes, mas, devido a problemas técnicos, tiveram que ser transferidos para o Vizconde de Eza, que também pertence à Secretaria-Geral das Pescas de Espanha.

Segundo a nota divulgada pelo IPMA, a embarcação de pesca do cerco reiniciou os trabalhos de acompanhamento desta campanha em Setúbal.

“A bordo da traineira, uma observadora do IPMA regista as capturas, a proporção das espécies e a composição de tamanhos de cada espécie. Ao fim do dia, a traineira entrega amostras no navio, onde, posteriormente, se realiza a recolha de informação biológica mais detalhada”, precisou.

O financiamento das campanhas PELAGO está a cargo do IPMA, da Comissão Europeia e do programa operacional Mar 2020.

Conforme destacou este instituto, a sardinha é o “pilar da atividade pesqueira da frota do cerco” e, após uma década em que o seu ‘stock’ esteve em baixa, os últimos dados mostram sinais de recuperação deste pescado.

PE // JNM

By Impala News / Lusa

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