Câmara do Porto quer apoiar limpeza da fachada do Hospital de Santo António

A Câmara do Porto quer apoiar a limpeza da fachada do Hospital de Santo António com a atribuição de um apoio à Santa Casa da Misericórdia de 20 mil euros e com a isenção de taxas até 21.300 euros.

Câmara do Porto quer apoiar limpeza da fachada do Hospital de Santo António

Câmara do Porto quer apoiar limpeza da fachada do Hospital de Santo António

A Câmara do Porto quer apoiar a limpeza da fachada do Hospital de Santo António com a atribuição de um apoio à Santa Casa da Misericórdia de 20 mil euros e com a isenção de taxas até 21.300 euros.

A Câmara do Porto quer apoiar a limpeza da fachada do Hospital de Santo António com a atribuição de um apoio à Santa Casa da Misericórdia de 20 mil euros e com a isenção de taxas até 21.300 euros.

Na proposta a que a Lusa teve hoje acesso e que vai ser discutida na reunião do executivo na segunda-feira, a maioria argumenta que a “reabilitação da fachada do Hospital de Santo António, imóvel classificado desde 1910 como Monumento Nacional, se reveste de manifesto e relevante interesse municipal, considerada a sua história e o seu impacto na vida da cidade”.

No âmbito das comemorações dos 250 anos do Hospital de Santo António, a Santa Casa da Misericórdia pretende avançar com a limpeza da fachada do edifício, uma intervenção que rondará os 500 mil euros, referiu à Lusa, em julho, o provedor, António Tavares.

O município explica que o pedido de apoio para a operação de limpeza da fachada do hospital foi solicitado pela Santa Casa da Misericórdia, que, pese embora a gestão daquela unidade hospitalar tenha sido assumida pelo Estado em 1974/1975, “tem vindo sempre a zelar pela sua manutenção e conservação”.

“A Santa Casa da Misericórdia exortou o município do Porto a associar-se a esta efeméride [comemorações dos 250 anos] e solicitou o apoio do município na operação de limpeza da fachada do imóvel, nomeadamente através da isenção das taxas municipais envolvidas na operação”, lê-se na proposta.

A maioria salienta que a operação que será realizada pela Cooperativa dos Pedreiros, a valores simbólicos, assume, ainda assim, custos consideravelmente elevados, sendo o custo global estimado de 424.964 euros, pelo que conta já com um conjunto de mecenas que irá patrocinar a mesma.

Considerando que esta iniciativa “permitirá devolver o esplendor e importância àquele grandioso edifício que constitui um marco indelével na paisagem urbana do Porto”, a Câmara do Porto pretende associar-se à reabilitação do monumento nacional que se reveste “de manifesto e relevante interesse municipal”.

Em entrevista à Lusa, em 14 de julho, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, afirmou que a “missão de serviço público” tem sido, continuadamente, cumprida”, continuando a unidade hospitalar a dar resposta à cidade.

Em 1824 era inaugurada aquela estrutura hospitalar que, com o tempo, se converteu no “hospital da cidade”. Por lá passaram vítimas de grandes catástrofes, epidemias como a gripe espanhola ou a peste bubónica e revoluções, como a guerra civil do Porto.

“O Hospital Real que foi criado nessa época não deixou de ser muito diferente ao longo destes dois séculos e meio”, salientou à Lusa, em julho, Paulo Barbosa, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santo António, acrescentando que a unidade hospitalar soube sempre “adaptar-se aos desafios”.

Além do Hospital de Santo António, o Centro Hospitalar do Porto integra o Centro Integrado de Cirurgia de Ambulatório, o Centro Materno-Infantil do Norte e o Centro de Genética Médica Dr. Jacinto Magalhães.

 

 

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