Cabo Verde sem casos locais de paludismo há mais de um ano quer eliminar doença em 2020

O diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo cabo-verdiano disse hoje que o país não registou nenhum caso autóctone da doença há mais de um ano, estando em bom caminho para a eliminar em 2020.

Cabo Verde sem casos locais de paludismo há mais de um ano quer eliminar doença em 2020

Cabo Verde sem casos locais de paludismo há mais de um ano quer eliminar doença em 2020

O diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo cabo-verdiano disse hoje que o país não registou nenhum caso autóctone da doença há mais de um ano, estando em bom caminho para a eliminar em 2020.

Em declarações à Lusa por ocasião do dia mundial de luta contra o paludismo, que se assinala na quinta-feira, António Moreira avançou que nos primeiros quatro meses deste ano, o país registou quatro casos da doença, mas todos importados, tal como os 21 contabilizados no ano passado.

Sem registo de nenhum caso de transmissão local desde o ano passado e nenhuma morte, o responsável de saúde considerou que o país, o único africano em fase de pré-eliminação, está em bom caminho para eliminar o paludismo do arquipélago no próximo ano.

“O país está numa fase de pré-eliminação e eliminação do paludismo, é objetivo nacional eliminar a doença até 2020, não ter casos locais, continuaremos a ter casos importados, dada à localização geográfica e à globalização, o país é aberto, fazemos parte do continente africano, estamos a poucos quilómetros dos países da costa africana ocidental africana, que continuam a ter epidemias de paludismo, e nós estamos numa fase mais avançada e a trabalhar no sentido da eliminação da doença”, traçou António Moreira.

O diretor do Programa Nacional disse que se o país conseguir manter zero casos locais até o próximo ano, haverá depois uma comissão internacional que vai trabalhar com o Ministério da Saúde, para avaliar e certificar que o país está livre da doença.

Para António Moreira, o facto de o país não ter casos autóctones há mais de um ano já é “um bom sinal”, que vai valorizar o trabalho de vários parceiros de saúde, e não só.

No role de parceiros, destacou a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apoia técnica e financeiramente, o Governo, associações locais, câmaras municipais, as campanhas nas rádios e televisões e maior envolvência das populações.

Mesmo assim, afirmou que é preciso continuar a ações em todo o país, com as campanhas, formação, sensibilização e vigilância diária aos locais de criadores de mosquitos.

Num momento em que se aproxima a época de maior calor no país, o diretor aconselhou as pessoas a evitar estarem mais expostas a picada do mosquito.

Para tal, indicou que foi elaborado um programa anual, que terá duas fases, uma antes e outra depois do período das chuvas, que terá várias intervenções.

E no início de maio, será realizada uma campanha nacional de pulverização, segundo o diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) de Cabo Verde, enfatizando que o objetivo é nunca baixar a guarda.

“É isso que temos estado a fazer, manter sempre vigilantes, informados, atualizados a nível do país, mas também o que se passa nas outras partes do globo”, afirmo à Lusa.

E prosseguiu: “Nós nunca estamos satisfeitos, há sempre situações que infelizmente ocorrem, como uma pluviosidade não prevista, estas alterações climáticas, pelo que o mais importante é estar preparados, trabalhar na prevenção e, se houver, alguma situação anómala é pôr cobro a essa situação”.

A paludismo, ou malária, ainda sem vacina, é uma doença “instável”, de transmissão sazonal, cujo maior período vai de julho a dezembro, toda a população é vulnerável, mas tem baixo risco de epidemia.

Em janeiro de 2017, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença.

RYPE // PJA

By Impala News / Lusa

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