Cabo Verde projeta hospital de 65 ME para melhorar cuidados e reduzir evacuações

O Governo cabo-verdiano apresentou hoje o projeto do Hospital Nacional, orçado em 65 milhões de euros, e que deverá ficar pronto dentro de quatro anos para melhorar o nível de cuidados de saúde e reduzir as evacuações externas.

Cabo Verde projeta hospital de 65 ME para melhorar cuidados e reduzir evacuações

Cabo Verde projeta hospital de 65 ME para melhorar cuidados e reduzir evacuações

O Governo cabo-verdiano apresentou hoje o projeto do Hospital Nacional, orçado em 65 milhões de euros, e que deverá ficar pronto dentro de quatro anos para melhorar o nível de cuidados de saúde e reduzir as evacuações externas.

O processo para a construção do Hospital Nacional de Cabo Verde (HNCV) começou há cerca de dois anos, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Casa da Misericórdia do Porto (Portugal).

Depois disso foi criada uma equipa técnica interministerial para preparar os atos formais, conceptuais e técnicos para mobilização de financiamento, finalização do projeto e definição do modelo de gestão e de acesso aos serviços a prestar.

Conforme projeto apresentado hoje pelo diretor nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto, o hospital nacional deverá ser construído na zona de Achada Limpo, no concelho da Praia, com capacidade máxima de 134 camas, sendo 12 para os cuidados intensivos.

Ainda segundo o diretor nacional de Saúde, a futura infraestrutura de saúde não vai substituir os dois hospitais centrais públicos do país — Agostinho Neto, na Praia, e Batista de Sousa, em São Vicente — mais sim complementar a oferta disponível e maximizar os recursos.

O Hospital Nacional de Cabo Verde está orçado em 7,2 mil milhões de escudos (65 milhões de euros), conforme apresentou João Santos, do Ministério das Finanças, indicando que 47% desse valor será destinado à construção, enquanto 53% será para aquisição de equipamentos e capacitação dos técnicos.

As obras deverão arrancar em 2022, ficando concluídas três anos depois, e segundo João Santos há várias possibilidades de financiamento, desde externo, através do aumento da dívida pública, mas também privado, nacional e estrangeiro, que já conta com “muitas manifestações de interesse”.

Quanto à gestão, prevê-se que seja pública ou mista (público-privada), em que a ideia, segundo o representante do Ministério das Finanças, é o Estado pagar uma renda anual de cerca de 360 milhões de escudos (3,2 milhões de euros) e liquidar a dívida em 20 anos.

O hospital terá como principais objetivos melhorar os cuidados de saúde, com altos níveis de especialização e de sustentabilidade, e reduzir as evacuações médicas para o exterior, que neste momento são de cerca de 500 doentes por ano, sobretudo para Portugal, custando 300 milhões de escudos (2,7 milhões de euros) aos cofres do Estado.

Para o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, a apresentação do projeto técnico é mais uma “etapa decisiva e determinante” de um longo processo iniciado há cerca de dois anos e que terá concretização dentro de três a quatro anos.

O chefe do Governo sublinhou a necessidade de o país ter um “hospital de referência”, com valências tecnologicamente avançadas e que irá proporcionar aos profissionais de saúde boas condições para o exercício da medicina.

“Será um hospital sediado na Praia, que vai servir Cabo Verde, um hospital público, integrado no Serviço Nacional de Saúde”, salientou o primeiro-ministro, traçando como outro objetivo a sua inserção em redes colaborativas com hospitais e centros de referência mais avançados.

“Ninguém hoje resolve esses problemas, principalmente nos países menos avançados tecnologicamente, sem uma boa parceria e uma boa rede de colaboração, incluindo os nossos quadros especializados na diáspora”, referiu Ulisses Correia e Silva.

Posicionar Cabo Verde como um país seguro do ponto de vista sanitário e de saúde é outro objetivo enumerado pelo chefe do Governo, para quem se torna cada vez mais uma necessidade por causa da emergência provocada pela pandemia da covid-19.

 

RIPE // VM

By Impala News / Lusa

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