Cabo Verde espera pedir certificação de país livre de malária em janeiro

Cabo Verde não regista casos de transmissão local de malária há mais de dois anos, cenário que, mantendo-se até janeiro, permitirá o pedido de certificação à Organização Mundial da Saúde (OMS) como país livre da doença, foi hoje anunciado.

Cabo Verde espera pedir certificação de país livre de malária em janeiro

Cabo Verde espera pedir certificação de país livre de malária em janeiro

Cabo Verde não regista casos de transmissão local de malária há mais de dois anos, cenário que, mantendo-se até janeiro, permitirá o pedido de certificação à Organização Mundial da Saúde (OMS) como país livre da doença, foi hoje anunciado.

O diretor nacional de Saúde de Cabo Verde, Artur Correia, explicou hoje que ao completar em janeiro de 2021 três anos sem casos de malária de transmissão local, as autoridades cabo-verdianas poderão “pedir a certificação” à OMS.

“Temos de continuar a nossa luta rumo à eliminação do paludismo [malária] em Cabo Verde (…) É esse o nosso desígnio”, afirmou Artur Correia, durante a cerimónia de lançamento da primeira fase da Campanha de Luta Antivetorial, na Praia, que prevê pulverização em áreas habitacionais como prevenção à malária.

Esta primeira fase vai decorrer de 07 de setembro a 10 de novembro.

“Vamos chegar a janeiro de certeza sem nenhum caso e prontos para pedir a certificação de eliminação de paludismo junto da OMS”, acrescentou o diretor nacional de Saúde.

A certificação é atribuída pela OMS quando um país prova que interrompeu a transmissão local da doença por pelo menos três anos consecutivos.

No caso de Cabo Verde, nos últimos mais de dois anos e meio foram apenas identificadas oito pessoas infetados com malária, todos provenientes de outros países, sem qualquer transmissão local da doença.

A malária é transmitida entre humanos através da picada de um mosquito infetado, sendo uma das principais causas de morte a nível global. Em 2018, segundo a OMS, a doença atingiu 228 milhões de pessoas e matou cerca de 405 mil, principalmente na África subsaariana.

“O nosso desafio é consolidar, garantir todos os ganhos e fazer face aos desafios novos. A covid-19 é um deles, mas também o paludismo é outro e quando combatemos o paludismo aos mesmo tempo combatemos o dengue, chikungunya, febre amarela, zika e outras doenças veiculadas por vetores [como o mosquito transmissor]”, assegurou Artur Correia.

PVJ // JH

By Impala News / Lusa

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