Bolsas de investigação científica serão prorrogadas sempre que pandemia justifique

As bolsas de investigação científica vão ser prorrogadas para todos os bolseiros cuja atividade for prejudicada pela pandemia e pelo confinamento, afirmou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Bolsas de investigação científica serão prorrogadas sempre que pandemia justifique

Bolsas de investigação científica serão prorrogadas sempre que pandemia justifique

As bolsas de investigação científica vão ser prorrogadas para todos os bolseiros cuja atividade for prejudicada pela pandemia e pelo confinamento, afirmou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Falando numa audição regimental na comissão parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, Manuel Heitor reconheceu que se vivem “condições inéditas” em Portugal e no mundo e que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) seguirá o que já fez durante o confinamento de 2020.

“Todos os bolseiros que tiveram problemas de impacto na sua atividade, em associação com a situação pandémica, puderam estender as suas bolsas. Não poderia deixar de ser que agora, nesta fase de confinamento, termos também claramente que seguir a mesma orientação”, afirmou Manuel Heitor.

Assim, o ministério orientou a FCT para prorrogar o pagamento das bolsas “sempre que for devidamente justificado”.

Todos os estudantes de doutoramento ou mestrado verão também prorrogados os prazos para entrega das suas teses e dissertações “sem qualquer implicação no pagamento das propinas”.

“Essa é a nossa orientação e, obviamente, se houver dúvidas em algumas instituições, a secretaria-geral de Educação e Ciência esclarecerá”, indicou Manuel Heitor.

O ministro disse que as bolsas de investigação serão aumentadas este ano por causa da “revisão do regulamento de bolsas de investigação em 2019, que veio atualizar o valor das bolsas em função da evolução do salário mínimo nacional”.

“As bolsas diretamente financiadas pela FCT representam um investimento anual de cerca de 91 milhões de euros”, correspondentes a 17 por cento do seu investimento total.

Em 2020, a FCT concedeu 2.155 novas bolsas de doutoramento, referiu, acrescentando que nesse ano a fundação teve uma execução financeira de 533 milhões, “um novo máximo anual” que representa um aumento de 04% em relação a 2019.

Questionado sobre o impacto da pandemia no abandono do ensino superior ou nos pedidos de auxílio extraordinário, o ministro disse que não se registou um aumento significativo nos pedidos de suspensão de propinas e que os mecanismos de apoio de emergência estão a conseguir responder.

Manuel Heitor indicou que até 30 de dezembro do ano passado houve mais 13% de bolsas de ação social pagas aos estudantes face ao que tinha acontecido em 2019.

 

 

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