Bebé sem rosto | Conselhos disciplinares dos Médicos ouvidos no parlamento

Os presidentes do Conselho Superior e dos conselhos disciplinares regionais do Norte, Centro e Sul da Ordem dos Médicos vão ser ouvidos no parlamento a propósito do caso do bebé de Setúbal que nasceu com malformações graves.

Bebé sem rosto | Conselhos disciplinares dos Médicos ouvidos no parlamento

Os presidentes do Conselho Superior e dos conselhos disciplinares regionais do Norte, Centro e Sul da Ordem dos Médicos vão ser ouvidos no parlamento a propósito do caso do bebé de Setúbal (bebé sem rosto) que nasceu com malformações graves. O requerimento do PS a solicitar a audição destes responsáveis foi aprovado hoje na Comissão Parlamentar de Saúde, com a abstenção do CDS-PP.

No texto do requerimento, os deputados do grupo parlamentar do PS consideram que, depois de o bastonário da Ordem dos Médicos ter sido ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde sobre o caso do bebé que nasceu com malformações graves não detetadas durante a gravidez, algumas questões ficaram “sem resposta cabal”.

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 “A ordem falhou!”, assume Miguel Guimarães

Nas declarações prestadas no parlamento no início do mês, Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos Médicos, assumiu que a Ordem falhou na parte disciplinar no caso do obstetra Artur Carvalho – responsável pelas ecografias feitas durante a gravidez à mãe do bebé – e anunciou que quer que a Ordem passe a fazer auditorias clínicas às unidades de saúde. “A ordem falhou. Estou a assumir isso. A Ordem falhou na parte disciplinar e espero que não volte a falhar mais”, afirmou Miguel Guimarães aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde.

Clínica não tinha convenções com o Serviço Nacional de Saúde

No que respeita à atuação da clínica onde foram feitas as ecografias e que, afinal, não tinha convenções com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), Miguel Guimarães sublinhou que cabe a outras entidades essa análise e fiscalização, nomeadamente à Administração Regional de Saúde e à Entidade Reguladora da Saúde.

Rodrigo nasceu em outubro no Centro Hospitalar de Setúbal com várias malformações graves, como falta de olhos, nariz e parte do crânio, sem que o médico que realizou as ecografias de acompanhamento da gravidez tivesse detetado ou sinalizado aos pais qualquer problema. O obstetra que realizou, numa unidade privada, as ecografias, Artur Carvalho, tinha já várias queixas em curso na Ordem dos Médicos, algumas desde 2013.

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