Beatriz Pessoa pede mais atenção para as mulheres na música

Beatriz Pessoa pede mais atenção para as mulheres na música

A cantora Beatriz Pessoa, ainda agora a começar na música portuguesa, quer que os holofotes apontem mais para as intérpretes, as instrumentistas, as compositoras, porque “continua a ser difícil ser mulher no meio da música”, disse à agência Lusa.

Lisboa, 13 jul (Lusa) — A cantora Beatriz Pessoa, ainda agora a começar na música portuguesa, quer que os holofotes apontem mais para as intérpretes, as instrumentistas, as compositoras, porque “continua a ser difícil ser mulher no meio da música”, disse à agência Lusa.


Beatriz Pessoa, 23 anos, dois EP editados e um primeiro álbum a caminho, atuou hoje no coreto do Festival Nos Alive, no Passeio Marítimo de Algés, num dia em que este palco foi tomado apenas por mulheres.


Já no ano passado tinha sido assim e o festival repetiu a aposta de um dia no feminino no coreto, com Surma, Minta & The Brook Trout, Bernardo, Beatriz Pessoa, Isabel Nóbrega e, num concerto surpresa, a brasileira Mallu Magalhães.


“É um assunto que está na moda e é importante estar na moda. É preciso um empurrão e chamar a atenção, porque é um problema que existe [o da desigualdade de género]. Cada vez há mais músicos, músicas mulheres. Mulheres compositoras, mulheres instrumentistas, mulheres cantoras”, afirmou a jovem cantora.


Beatriz Pessoa passou pela Escola Superior de Música de Lisboa, pelo Hot Clube de Portugal e, aos 21 anos, em 2016, lançou o primeiro EP, “Insects”, com três músicas entre as muitas que compõe desde a adolescência.


“Eu estudei jazz e é uma música que oiço desde sempre, mas não gosto de pôr rótulos no que eu faço. Faço o que gosto e a música revela isso. [O álbum] Terá de certeza um bocadinho de jazz, de pop, do que aparecer”, disse.


Este ano lançou um novo EP, “II”, com o dobro das canções, e onde experimentou pela primeira vez cantar em português, como nos temas “Feminina” e “Vento”.


Consciente de que o caminho se faz caminhando, Beatriz Pessoa preferiu o formato EP a um álbum. “Para mim foi importante o crescimento. Sou muito nova, ir para o disco era uma ideia assustadora. Não sabia bem o que queria fazer e onde me encaixar. Fez muito sentido para mim esse processo de crescimento até ao álbum”.


Ainda em fase de composição, Beatriz Pessoa sabe que quer “explorar alguma parte eletrónica, usar novos instrumentos em palco”.


“Queria uma coisa diferente, queria mudar. Oiço muito mais música portuguesa, brasileira, espanhola, tenho ouvido músicas diferentes”, disse. E isso já se refletirá no álbum de estreia.


O festival NOS Alive começou na quinta-feira e termina no sábado, com mais de uma centena de artistas repartidos por vários palcos, entre os quais um dedicado à comédia, outro que recria uma casa de fados, um coreto e um palco principal.


Do cartaz, que levou a uma edição esgotada para 55 mil pessoas diárias, fazem parte nomes como Queens Of The Stone Age, Pearl Jam, Arctic Monkeys, Nine Inch Nails, Eels, The National, At The Drive In, Orelha Negra, Miguel Araújo, Paus e António Zambujo.


SS // MAG

By Impala News / Lusa


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