BE exige que Governo tem tome decisões imediatas para garantir professores no próximo ano letivo

A coordenadora do BE defendeu hoje a necessidade de o Governo tomar decisões rapidamente, para evitar que se repita a falta de professores que afetou cerca de 30.000 alunos no ano letivo que está a terminar.

BE exige que Governo tem tome decisões imediatas para garantir professores no próximo ano letivo

BE exige que Governo tem tome decisões imediatas para garantir professores no próximo ano letivo

A coordenadora do BE defendeu hoje a necessidade de o Governo tomar decisões rapidamente, para evitar que se repita a falta de professores que afetou cerca de 30.000 alunos no ano letivo que está a terminar.

“Estamos no final de um ano letivo (…) que começou com 30.000 alunos sem professores a uma ou mais disciplinas. Queremos que o próximo ano letivo comece com professores a todas as disciplinas, para todos os alunos”, disse Catarina Martins no final de uma visita à Escola Secundária Michel Giacometti da Quinta do Conde, em Sesimbra, no distrito de Setúbal.

“Para isso é preciso tomar decisões já. E vincular já os professores que estão há mais de dois anos no sistema, mas com contratos precários. Se a escola precisa desses professores, deve vinculá-los já”, acrescentou Catarina Martins, defendendo que é igualmente necessário assegurar apoios aos professores deslocados, que muitas vezes não ganham o suficiente nem para pagar as despesas de habitação.

Para a coordenadora do BE, o país precisa de investimento nas escolas: “as escolas são o futuro do país e não nos podemos resignar a que metade das crianças fiquem sem professores, a uma ou mais disciplinas, nos próximos anos. É contra essa degradação da escola que é preciso tomar decisões”.

Catarina Martins falava aos jornalistas depois de uma visita para se inteirar das dificuldades da Escola Michel Giacometti da Quinta do Conde, que, segundo o diretor do Agrupamento, Eduardo Cruz, além da falta de professores, também tem instalações degradadas e sobrelotadas.

“Nesta escola não temos só o problema da falta de professores. Temos [também] um problema extremamente grave em termos de instalações, porque estamos a trabalhar aqui com 1.200 alunos, numa escola que foi preparada para 800 alunos, e que tem pavilhões que vieram da Cidade Universitária [de Lisboa]. São pavilhões de madeira, muito degradados, mais velhos do que os nossos pavilhões de alvenaria que foram inaugurados em 1986”, disse Eduardo Cruz.

   “Aqui juntam-se dois fatores bastante importantes : por um lado, a falta de espaço e a degradação dos espaços que existem e a falta de instalações específicas para muitas disciplinas; por outro lado, a falta de professores”, frisou.

    Segundo Eduardo Cruz, chegou a estar prevista a construção de uma nova escola secundária na Quinta do Conde para 2010, que permitia dar resposta a todos os alunos do ensino secundário daquela freguesia do concelho de Sesimbra.

Mas, ainda de acordo com o diretor do Agrupamento de Escolas Michel Giacometti, doze anos depois, cerca de 1.000 alunos do ensino secundário residentes na Quinta do Conde só conseguem inscrever-se em escolas  de outros concelhos, designadamente em Almada e Setúbal, pelo que “perdem cerca de duas horas por dia em transportes, que poderiam ser tempo de estudo”.

 

 GR // SF

Lusa/Fim

 

 

 

 

 

By Impala News / Lusa

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