Bastonário diz que Ordem dos Médicos não vai ceder a pressões

O bastonário da dos Médicos disse hoje que a Ordem não vai prescindir da missão de defender os utentes, os profissionais e a qualidade dos serviços “independentemente das pressões” da “ministra da Saúde” ou “de outro político”.

Bastonário diz que Ordem dos Médicos não vai ceder a pressões

Bastonário diz que Ordem dos Médicos não vai ceder a pressões

O bastonário da dos Médicos disse hoje que a Ordem não vai prescindir da missão de defender os utentes, os profissionais e a qualidade dos serviços “independentemente das pressões” da “ministra da Saúde” ou “de outro político”.

“A Ordem dos Médicos não vai ceder a esse tipo de pressões”, afirmou Miguel Guimarães, em Vila Real, depois de questionado sobre as afirmações da ministra da Saúde que hoje de manhã disse que tem havido uma “estratégia de terra queimada” face ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando-a até “desleal” para com as populações.

Marta Temido assumiu que vai acontecendo “uma estratégia de terra queimada e até desleal para com as populações”, em termos de informação, facto que causa “perturbação e uma sensação de desconfiança que não é real”.

“A senhora ministra tem uma técnica estranha, isto é, em vez de investir no SNS, em vez de falar com as pessoas que fazem todos os dias o SNS, estou a pensar nos profissionais de saúde, em vez de respeitar os profissionais de saúde, tem a técnica de dizer que se alguma coisa está mal no SNS e se porventura isso é tornado público, é denegrir o SNS”, disse o bastonário.

Miguel Guimarães acrescentou que “quem está a denegrir o SNS é a senhora ministra da Saúde ao não estar a dar a atenção ao SNS que ele deve ter”.

“Quem está a debater de forma quase entusiasta a Lei de Bases da Saúde centrando-se apenas naquilo que são as parcerias público privadas são os partidos políticos e o Governo”, acrescentou.

Na sua opinião, os doentes “não querem saber” se a gestão é pública ou privada numa unidade pública.

“Os doentes querem é vir a este hospital e não ficarem 1.829 dias à espera de uma consulta de urologia ou ficaram 836 dias à espera por uma consulta de ortopedia ou ficarem 530 dias à espera por uma consulta de pneumologia e por aí adiante”, referiu.

Para o bastonário, este tipo de situações “não é aceitável” e “devia ser motivo de preocupação da ministra da Saúde, devia ser motivo de grande preocupação do Governo e devia ser motivo de preocupação de todos os partidos políticos que têm assento na Assembleia da República”.

Por fim, Miguel Guimarães afirmou que a ordem não vai prescindir da missão de defender os utentes, os profissionais e a qualidade da medicina em Portugal “independentemente das pressões da senhora ministra da saúde ou de outro político qualquer”.

O bastonário falou aos jornalistas no fim de uma visita à unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), inserida no périplo que a Ordem dos Médicos está a realizar a várias unidades de saúde de todo o país.

As visitas têm como objetivo conhecer alguns dos problemas dos hospitais e centros de saúde e ouvir os médicos e os doentes.

PLI (CCC) // HB

By Impala News / Lusa

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