Bastonário acusa Centeno de empurrar médicos para fora do SNS

O bastonário dos Médicos acusa o ministro das Finanças de ter empurrado os médicos para fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao atrasar a abertura de concursos para recém-especialistas.

Bastonário acusa Centeno de empurrar médicos para fora do SNS

Bastonário acusa Centeno de empurrar médicos para fora do SNS

O bastonário dos Médicos acusa o ministro das Finanças de ter empurrado os médicos para fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao atrasar a abertura de concursos para recém-especialistas.

*** Ana Rute Peixinho (texto), Pedro Martins (vídeo) e Manuel Almeida (foto), da agência Lusa ***

Lisboa, 17 abr 2019 (Lusa) — O bastonário dos Médicos acusa o ministro das Finanças, Mário Centeno, de ter feito manobras para empurrar médicos para fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao atrasar a abertura de concursos para recém-especialistas.

Miguel Guimarães entende que o Governo se tem “habituado a poupar na saúde” e considera que o ministro das Finanças empurrou vários médicos para o privado ou para trabalho no estrangeiro.

“Repare nas manobras que o ministro Centeno fez para não se contratarem médicos em Portugal. Os atrasos que provocou nos concursos, de quase um ano. Porque sabe que se os médicos estiverem muito tempo à espera [de concurso] têm outras opções e solicitações”, disse o bastonário, em entrevista à agência Lusa.

Miguel Guimarães referia-se ao concurso para mais de 700 médicos especialistas que concluíram o internato em 2017 e estiveram 10 meses à espera, um atraso que na altura o bastonário classificou como uma “vergonha e drama nacional”.

“[Centeno] Empurrou os médicos para outras opções, ou para o privado ou para fora do país. Se demoro 10 meses a fazer um concurso, alguns médicos não ficam à espera e tomam outras opões”, insiste o bastonário.

A este propósito, Miguel Guimarães elogiou o PCP, que apresentou um projeto de lei, entretanto aprovado, que obriga à abertura de concurso para médicos recém-especialistas no prazo de 30 dias.

O bastonário volta ainda a alertar para os constrangimentos financeiros do setor e para o subfinanciamento. Miguel Guimarães defende que o SNS “não consegue continuar a ter uma boa capacidade de resposta com uma afetação de 4,8% do PIB [Produto Interno Bruto]”.

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By Impala News / Lusa

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