Balanço provisório da greve dos enfermeiros aponta para centenas de cirurgias adiadas

Centenas de cirurgias adiadas devido à greve dos enfermeiros, que em alguns hospitais está a ter uma adesão de 100%, segundo um balanço provisório do Sindicato dos Enfermeiros.

Balanço provisório da greve dos enfermeiros aponta para centenas de cirurgias adiadas

Balanço provisório da greve dos enfermeiros aponta para centenas de cirurgias adiadas

Centenas de cirurgias adiadas devido à greve dos enfermeiros, que em alguns hospitais está a ter uma adesão de 100%, segundo um balanço provisório do Sindicato dos Enfermeiros.

Lisboa, 10 out (Lusa) — Centenas de cirurgias adiadas um pouco por todo o país, devido à greve dos enfermeiros, que em alguns hospitais está a ter uma adesão de 100%, segundo um balanço provisório do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Abrantes, Chaves, Bragança, Tondela, Viseu, Lamego, Famalicão e Figueira da Foz são alguns dos hospitais onde a adesão à greve atingiu os 100%, segundo um primeiro balanço feito pelo presidente do SEP, José Carlos Martins.

À porta do Hospital de São José, em Lisboa, onde a adesão à greve às cirurgias de bloco e ambulatório está a ser superior a 80%, José Carlos Martins sublinhou que “ainda não existe um balanço fechado”, mas sim alguns números que demonstram o descontentamento dos enfermeiros.

Até ao momento o SEP tem já contabilizadas “centenas de cirurgias adiadas”, sendo que todas as cirurgias de urgência estão asseguradas pelos serviços mínimos.

De acordo com o responsável, no bloco operatório central de Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que normalmente funciona com cerca de quatro dezenas de enfermeiros, apenas um profissional não aderiu hoje à greve.

Os enfermeiros iniciam hoje o primeiro de seis dias de greve para exigir ao Governo que apresente uma nova proposta negocial da carreira de enfermagem que vá ao encontro das expectativas dos profissionais e dos compromissos assumidos pela tutela.

Com início às 08:00, a greve realiza-se hoje exclusivamente nos hospitais (blocos operatórios e cirurgia de ambulatório) e na quinta-feira em todas as instituições de saúde do setor público que tenham enfermeiros ao serviço, segundo o pré-aviso de greve.

A paralisação nacional repete-se nos dias 16, 17, 18 e 19 de outubro, dia em que está marcada uma manifestação em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir do Governo o cumprimento dos compromissos que assumiu mo processo negocial de 2017.

Os sindicatos exigem a revisão da carreira de enfermagem, a definição das condições de acesso às categorias, a grelha salarial, os princípios do sistema de avaliação do desempenho, do regime e organização do tempo de trabalho e as condições e critérios aplicáveis aos concursos.

SIM (HN) // PMC

By Impala News / Lusa

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