Balanço das cheias na Malásia aumenta para 17 mortos e 70.000 desalojados

O balanço das piores cheias na Malásia dos últimos anos, provocadas pelas chuvas de monção, subiu para 17 mortos e mais de 70.000 desalojados, anunciaram hoje as autoridades do país do Sudeste Asiático.

Balanço das cheias na Malásia aumenta para 17 mortos e 70.000 desalojados

Balanço das cheias na Malásia aumenta para 17 mortos e 70.000 desalojados

O balanço das piores cheias na Malásia dos últimos anos, provocadas pelas chuvas de monção, subiu para 17 mortos e mais de 70.000 desalojados, anunciaram hoje as autoridades do país do Sudeste Asiático.

O anterior balanço dava conta de pelo menos oito mortos e 34.000 desalojados.

O chefe do estado de Selangor, um dos mais afetados pelas chuvas do fim de semana, disse que as equipas de socorro encontraram até agora 17 corpos, incluindo o de um voluntário que estava a ajudar na assistência aos milhares de desalojados.

“Espera-se que o número de vítimas aumente, porque em alguns distritos a água das cheias continua a aumentar”, disse Amirudin Shari, citado pela agência de notícias malaia Bermana.

Selangor, que circunda a capital Kuala Lumpur, é o estado mais rico e mais densamente povoado do país, e partes da principal cidade, Slah Alam, ainda se encontravam hoje debaixo de água.

Efetivos das forças armadas em barcos têm distribuído alimentos a pessoas retidas nas suas casas e em abrigos governamentais, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

O Governo mobilizou milhares de efetivos dos serviços de emergência e militares para ajudar as pessoas afetadas, mas tem sido alvo de críticas de que os meios não foram suficientes e que os voluntários tiveram de intervir para fornecer alimentos e barcos para as operações de salvamento.

A oposição acusou o Governo de ignorar os apelos para uma melhor preparação para a época das chuvas, melhorando a drenagem nas áreas urbanas densamente povoadas.

“Não foi dado qualquer aviso prévio das chuvas torrenciais”, disse o deputado da oposição Fuziah Salleh à AFP, chamando à resposta oficial “desesperada e incompetente”.

“É tão triste que se tenham perdido vidas”, acrescentou.

As operações de socorro estão a ser dificultadas pela destruição de centenas de vias rodoviárias.

O centro de controlo de operações de desastres anunciou que as cheias afetaram 98 estradas federais e 126 estradas estaduais, de acordo com os meios de comunicação malaios.

Mais de 70.000 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devido às inundações, incluindo 41.000 no estado de Pahang e 27.000 em Selangor, de acordo com números oficiais.

Os deslocados estão a ser alojados em centros de socorro governamentais, mas as autoridades alertaram para o risco de um aumento dos casos de infeção pelo coronavírus da covid-19 devido à sobrelotação dos abrigos.

A chuva parou na segunda-feira, permitindo aos residentes regressar às suas casas devastadas e recolher os seus pertences.

A Malásia tem duas estações chuvosas: uma causada pela monção do Sudoeste (maio-setembro) e outra pela monção do Nordeste (outubro-março), que é a mais severa e afeta geralmente a parte oriental da Península Malaia e o Bornéu.

PNG // SCA

By Impala News / Lusa

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