BAD financiou com 2,1 milhões de euros 42 projetos de investigação científica em Angola

O Banco Africano de Desenvolvimento financiou, desde 2019, 42 projetos de investigação científica em Angola orçados em 2,6 milhões de dólares (2,1 milhões de euros), incluindo dois relacionados com a covid-19.

BAD financiou com 2,1 milhões de euros 42 projetos de investigação científica em Angola

BAD financiou com 2,1 milhões de euros 42 projetos de investigação científica em Angola

O Banco Africano de Desenvolvimento financiou, desde 2019, 42 projetos de investigação científica em Angola orçados em 2,6 milhões de dólares (2,1 milhões de euros), incluindo dois relacionados com a covid-19.

Luanda, 04 dez 2020 (Lusa) — O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) financiou, desde 2019, 42 projetos de investigação científica em Angola orçados em 2,6 milhões de dólares (2,1 milhões de euros), incluindo dois relacionados com a covid-19, anunciou hoje o Governo angolano.

A ministra do Ensino Superior angolana, Maria do Rosário Sambo, que falava hoje na cerimónia de proclamação da Academia Angolana de Ciências (AAC), em Luanda, reconheceu que a falta de financiamento efetivo à ciência constitui a maior fraqueza da implementação da política e da estratégia nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Para colmatar esta “grave lacuna”, disse, o executivo angolano está a concluir o processo de constituição de um órgão responsável pela gestão do financiamento da ciência, que contará com recursos do Orçamento Geral do Estado (OGE) e externos.

Apesar da inexistência de um órgão de financiamento da ciência, notou, o executivo “tem proporcionado fundos de investigação científica” através do Projeto de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (PDCT) e através do SASSCAL (Centro de Serviços de Ciências da África Austral para as Alterações Climáticas e Gestão Adaptativa de Sol).

Segundo a governante, o PDCT, que congrega os 42 projetos já aprovados, tem financiamento do BAD, estando em avaliação mais 100 propostas recebidas para posterior realização de uma ação de formação sobre elaboração de projetos de investigação científica.

“Posteriormente, será lançado um novo edital para financiamento de projetos de investigação científica”, assegurou.

Maria do Rosário Sambo realçou também que a outra fonte de financiamento é o SASSCAL, iniciativa conjunta de Angola, Botsuana, Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Alemanha, para a qual o Governo angolano já contribuiu com 2,5 milhões de euros para um período de quatro anos.

“O executivo pagou a contribuição total de Angola para o SASSCAL de janeiro de 2021 a dezembro de 2024 no valor de 2,5 milhões de euros para proporcionar a participação de investigadores científicos angolanos, desde que sejam submetidos projetos de investigação científica com qualidade”, explicou.

“Cabe aos investigadores científicos angolanos aplicarem-se ao máximo para que o país tenha o retorno devido das suas contribuições financeiras, nas redes de cooperação científica internacional, expresso no aumento da produtividade científica no nosso país”, exortou.

De acordo com a ministra angolana, o Programa da União Europeia de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino Superior (UNI.AO) disponibilizou seis milhões de euros para financiar projetos de investigação científica “cujo edital será oportunamente anunciado”.

A falta de financiamento, adiantou, “justifica a precariedade dos laboratórios de investigação científica, estando em curso um processo para a reabilitação e melhoria de alguns laboratórios de investigação científica e a construção de um parque de ciência e tecnologia no âmbito do Projeto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia.

A cerimónia de proclamação da AAC, órgão de sociedade civil sem fins lucrativos e de caráter científico, contou com a presença do vice-Presidente de Angola, Bornito Baltazar de Sousa.

O vice-Presidente angolano disse, na sua intervenção, que problemas como a pobreza, a malária e outras doenças tropicais, a urbanização crescente, o clima, a agricultura, a economia e o futuro “exigem o aporte do conhecimento científico e o contributo” da AAC.

“Esta academia há muito se fazia necessária como sujeito ativo da promoção e divulgação do conhecimento científico em Angola e parceiro privilegiado dos decisores políticos a nível dos órgãos centrais do Estado e da administração local e autárquica”, assinalou.

DYAS // VM

Lusa/Fim 

 

By Impala News / Lusa

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