Autoridades angolanas preocupadas com derrube de quase 2.000 embondeiros em Luanda

As autoridades ambientais angolanas estão a trabalhar para impedir o abate indiscriminado de embondeiros (nome científico Adansonia), na zona do Sequele, município de Cacuaco, província de Luanda, onde foram já derrubadas 1.800 árvores deste tipo.

Autoridades angolanas preocupadas com derrube de quase 2.000 embondeiros em Luanda

Autoridades angolanas preocupadas com derrube de quase 2.000 embondeiros em Luanda

As autoridades ambientais angolanas estão a trabalhar para impedir o abate indiscriminado de embondeiros (nome científico Adansonia), na zona do Sequele, município de Cacuaco, província de Luanda, onde foram já derrubadas 1.800 árvores deste tipo.

A informação foi hoje avançada, em conferência de imprensa, pela diretora do Instituto da Biodiversidade e Conservação Ambiental (INBAC), Albertina Nzunzi.

A responsável deste órgão afeto ao Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente referiu que as autoridades tomaram conhecimento deste facto através de uma denúncia nas redes sociais esta semana, tendo-se deslocado ao terreno uma equipa multissetorial para apurar a sua veracidade.

Albertina Nzunzi disse que os resultados do trabalho revelaram que a área afetada é extensa, tendo já sido derrubados 1.800 embondeiros, árvore secular e símbolo nacional.

Segundo a diretora do INBAC, os embondeiros estão a ser derrubados para ocupação ilegal de terrenos e construção de moradias naquela área, onde são contratadas pessoas, a um preço que varia entre os 25.000 kwanzas e 30.000 kwanzas (34 e 41 euros), para o corte das árvores.

De acordo com Albertina Nzunzi, as pessoas estão conscientes do crime ambiental que estão a cometer, mas disseram que “é mais importante ter moradias do que ter um embondeiro de pé”.

“Estamos perante um crime ambiental muito grave e que requer a intervenção dos órgãos de defesa e segurança do Estado”, disse, frisando que devem ser tomadas medidas urgentes para se salvaguardar as árvores que ainda existem.

O fenómeno de abate de embondeiros, prosseguiu a responsável, não é novo.

Em algumas áreas, a caminho da província do Bengo, no município do Nzeto, província do Zaire, há cerca de dois anos, foram identificadas zonas concedidas pelas autoridades para construção em que se retira a areia à volta da árvore que acaba naturalmente por cair.

A responsável sublinhou que já houve intervenção do INBAC no sentido de ser reposta a terra à volta dos embondeiros ou que seja cedido um outro espaço.

O embondeiro está entre as árvores mais antigas do planeta, com idades entre os 1.100 e os 2.500 anos.

 

 

NME/RCR // VM

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS