Sobe para 49 o número de mortos no ataque a mesquitas na Nova Zelândia

Um homem que se identificou como Brenton Tarrant reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em directo na Internet o momento do ataque.

Sobe para 49 o número de mortos no ataque a mesquitas na Nova Zelândia

Sobe para 49 o número de mortos no ataque a mesquitas na Nova Zelândia

Um homem que se identificou como Brenton Tarrant reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em directo na Internet o momento do ataque.

Pelo menos 49 pessoas morreram e 27 ficaram feridas no ataque a duas mesquitas na Nova Zelândia, informou esta sexta-feira, 15 de março, a primeira-ministra, Jacinda Arden, que classificou o sucedido como um ataque terrorista. Dez foram mortos na mesquita Linwood Masjid e 30 na mesquita de Al Noor, perto de Hagley Park.

Jacinta Arden disse que é óbvio que os ataques foram planeados durante bastante tempo. O nível de ameaça à segurança nacional foi entretanto elevado de baixo para alto. A primeira-ministra afirmou, em conferência de imprensa, que este «é um dos dias mais negros da história da Nova Zelândia».

«Estamos perante um ato de violência sem precedentes, que não pode ter lugar na Nova Zelândia. Nós não somos assim», declarou Jacinda Ardern.

«O ataque ocorreu num local onde as pessoas deviam poder expressar a sua liberdade religiosa, num ambiente seguro, e isso não aconteceu hoje. Não há lugar na Nova Zelândia para atos desta violência extrema sem precedentes. As pessoas que foram atacadas, a Nova Zelândia é a sua casa, deviam estar seguras aqui. A pessoa que os violentou não tem lugar na nossa sociedade», declarou a chefe do Governo.

O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, revelou que um dos quatro detidos após o ataque a duas mesquitas da Nova Zelândia é um cidadão australiano. Um homem que se identificou como Brenton Tarrant, de 28 anos nascido na Austrália, reivindicou a responsabilidade pelos disparos e transmitiu em direto na Internet o momento do ataque.

Brenton Tarrant deixou um manifesto anti-imigrantes de 74 páginas, no qual procurou justificar as ações. O chefe do Governo da Austrália adiantou que as autoridades estão a ajudar na investigação e que os australianos ficaram chocados e indignados com o ataque, descrevendo o atirador como «um extremista de direita e um terrorista violento».

A polícia neozelandesa, que procedeu à desativação de explosivos num carro no centro da cidade de Christchurch, deteve três homens e uma mulher. A polícia confirmou que está a lidar com uma «situação crítica». Foi montada uma caça ao homem para tentar neutralizar o suspeito.

O comissário de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, adiantou que a polícia desativou uma série de engenhos explosivos improvisados encontrados num veículo após o tiroteio numa das mesquitas.

Os ataques, com início às 13:40 (00:40 em Lisboa), aconteceram nas mesquitas de Al Noor, em Hagley Park, e de Linwood Masjid. Christchurch é a maior cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia e a terceira maior cidade do país com cerca de 376.700 habitantes, localizada na costa leste da ilha e a norte da península de Banks. É a capital da região de Canterbury.

Até ao alerta de segurança terminar todas as mesquitas do país devem ficar encerradas e os fiéis foram aconselhados a evitar as zonas dos locais de culto.

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