Associação dos Diabéticos de Portugal torna-se consultora da ONU

Associação dos Diabéticos de Portugal torna-se consultora da ONU

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal passou a ser consultora das Nações Unidos, sendo a única organização portuguesa que vai participar na reunião mundial sobre prevenção e controlo de doenças não transmissíveis.

Lisboa, 02 jul (Lusa) — A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal passou a ser consultora das Nações Unidos, sendo a única organização portuguesa que vai participar na reunião mundial sobre prevenção e controlo de doenças não transmissíveis.


João Filipe Raposo, diretor clínico da Associação, disse à agência Lusa que a APDP viu a sua candidatura como membro consultivo da ONU aceite, tornando-se assim na única organização portuguesa a participar na reunião mundial de alto nível sobre prevenção das doenças não transmissíveis, tal como a diabetes.


O encontro da Assembleia Geral das Nações Unidas decorre em setembro, mas esta semana haverá, em Nova Iorque, uma reunião preparatória, na qual participará o diretor clínico da APDP, considerada como a mais antiga associação de doentes do mundo.


Para João Filipe Raposo, a escolha da APDP traduz um “reconhecimento internacional” do modelo desta associação, que além de prestar cuidados aos doentes diabéticos, dá formação a profissionais, aos próprios doentes e também aos cuidadores informais e familiares.


A reunião de quinta-feira em Nova Iorque servirá essencialmente para preparar o encontro de setembro, onde se espera que as Nações Unidas instem os países a ter políticas mais efetivas para controlar as doenças não transmissíveis, segundo o diretor clínico da APDP.


A Organização Mundial da Saúde desenvolveu um plano de ação para as doenças não transmissíveis para o período de 2013 a 2020, que contém metas como reduzir em 25% a mortalidade prematura por aquece tipo de doenças ou diminuir o consumo de sal em 30%.


Em declarações à agência Lusa, João Filipe Raposo indica que alguns dos objetivos não serão atingidos e sublinha a necessidade de políticas mais eficazes para controlar as doenças não transmissíveis, como a diabetes, hipertensão ou obesidade.


“Os conselhos para ter uma alimentação saudável ou fazer exercício físico já não são suficientes. Os conselhos até podem chegar à população, mas por alguma razão há barreiras que os tornam insuficientes e é preciso fazer mais”, comentou.


Para o diretor clínico da APDP, a importância do conselho consultivo organizado pelas Nações Unidas reside no facto de permitir que organizações de diferentes países partilhem experiências sobre o que resulta ou não no combate às doenças transmissíveis.


As doenças crónicas não transmissíveis, como o cancro, a diabetes ou as doenças pulmonares, são consideradas um problema de saúde pública.



ARP // PMC

By Impala News / Lusa


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