Associação ambientalista alerta para elevadas emissões poluentes dos navios de cruzeiro

A Zero alerta para as “elevadas emissões” poluentes dos navios de cruzeiro em cidades como Lisboa, frisando que a poluição da navegação internacional causa “50 mil mortes” anuais na Europa.

Associação ambientalista alerta para elevadas emissões poluentes dos navios de cruzeiro

Associação ambientalista alerta para elevadas emissões poluentes dos navios de cruzeiro

A Zero alerta para as “elevadas emissões” poluentes dos navios de cruzeiro em cidades como Lisboa, frisando que a poluição da navegação internacional causa “50 mil mortes” anuais na Europa.

Lisboa, 15 mai (Lusa) – A associação ambientalista Zero alertou hoje para as “elevadas emissões” poluentes dos navios de cruzeiro em cidades como Lisboa, frisando que a poluição atmosférica de toda a navegação internacional causa “aproximadamente 50 mil mortes prematuras por ano na Europa”.

Enxofre, azoto e partículas tóxicas ultrafinas reagem no ar, “entram nos pulmões e são pequenas o suficiente para passar pelos tecidos e entrar no sangue, causando inflamações e problemas cardíacos e pulmonares”, afirma a Zero num comunicado a propósito da conferência anual do Dia Marítimo Europeu, que se realiza em Lisboa na quinta e na sexta-feira.

“As cidades portuárias não podem ter navios de cruzeiro como fontes significativas de poluição”, argumenta a associação, que defende que é essencial “descarbonizar o transporte marítimo”, responsável por 3% das emissões globais de dióxido de carbono, e colocar baterias nos navios que percorrem distâncias curtas e o recurso a hidrogénio líquido e amónia líquida gerados com eletricidade renovável para as viagens de longo curso.

À semelhança das medidas que restringem o trânsito de automóveis mais poluentes nas cidades, deve haver uma área de emissões controladas no Mediterrâneo que se possa alargar também ao Atlântico Norte para abranger a costa portuguesa, com limitações ao teor de enxofre no combustível naval e às emissões de azoto.

Referindo-se a obras previstas para Portugal, como as dragagens no estuário do Sado e o prolongamento do quebra-mar de Leixões, a Zero afirma que “a estratégia portuária não respeita os valores da sustentabilidade”, com efeitos esperados em espécies como os golfinhos e em atividades como a pesca, o turismo e o lazer.

No alto mar, a Zero está contra a mineração em águas profundas, onde há “ecossistemas altamente vulneráveis”, defendendo que se deve conter a necessidade de ir buscar mais recursos usando melhor os existentes através da economia circular, dirigida para a reciclagem e reutilização.

APN // JMR

By Impala News / Lusa

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