Assembleia Municipal de Lisboa aprova programa de plantação de árvores por estudantes

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje uma recomendação do PAN para a criação de um programa municipal de plantação de árvores autóctones por todos os estudantes da cidade no início de cada ciclo de ensino.

Assembleia Municipal de Lisboa aprova programa de plantação de árvores por estudantes

Assembleia Municipal de Lisboa aprova programa de plantação de árvores por estudantes

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou hoje uma recomendação do PAN para a criação de um programa municipal de plantação de árvores autóctones por todos os estudantes da cidade no início de cada ciclo de ensino.

O documento, apreciado em reunião plenária, contou com a abstenção de PCP e PSD, tendo as restantes forças políticas (PS, CDS-PP, BE, PAN, PEV, MPT e PPM) e deputados independentes (9) votado favoravelmente.

Segundo a proposta, esta é uma “ideia importada do Governo das Filipinas, que impôs como condição para a transição de nível de ensino (básico, secundário e superior), não apenas o mérito dos cerca de 12 milhões de estudantes, mas também o cumprimento de um dever consubstanciado na plantação de 10 árvores por aluno”, o que permitirá “incrementar em mais de 175 milhões o número de árvores por ano”.

Além do desenvolvimento de um programa municipal que vise a plantação de árvores por todos os estudantes da capital no início de cada ciclo de ensino, é recomendado que a autarquia promova também um programa municipal de apadrinhamento de uma árvore autóctone plantada na cidade de Lisboa.

“Para facilitar o apadrinhamento e permitir que todas as pessoas tenham igual acesso ao projeto, devem ser definidos locais para que estas adoções se concretizem, na rua e junto das pessoas, mas também através de uma plataforma ‘online’ a quem será oferecido o comprovativo do registo de apadrinhamento e um cartão que comprove a sua qualidade e tutoria”, lê-se na recomendação.

O PAN defende que “esta possibilidade de apadrinhamento poderia permitir também o desenvolvimento de um detalhado inventário digital do património natural de Lisboa, semelhante ao concebido pela Junta de Freguesia de Arroios, denominado ‘Árvores de Arroios'”.

Considerando “o atual momento de reconhecida crise ambiental” e “tendo Portugal assumido o compromisso de alcançar a neutralidade carbónica em 2050”, os deputados do PAN, Miguel Santos e Inês de Sousa Real, pretendem ainda que seja criado um programa de troca e doação de sementes de árvores para crescerem na cidade de Lisboa ou fora dela.

Intervindo na sessão, o deputado do PS Manuel Lage considerou que as ideias do PAN “são boas”, ressalvando, contudo, que “não são novas porque uma vem das Filipinas e outra de Vila Nova de Famalicão”.

Em resposta, a eleita do PAN Inês de Sousa Real afirmou que o partido “não tem nada contra” a importação de “boas práticas e outras cidades ou de outros países”.

“A câmara está a fazer muito mais do que aquilo que é proposto aqui”, defendeu o vereador da Estrutura Verde, José Sá Fernandes (Cidadãos por Lisboa, eleito na lista do PS).

Por outro lado, o eleito do PCP Modesto Navarro disse que estas medidas são “insuficientes para resolver os problemas graves que existem”.

Na sessão de hoje, a AML aprovou ainda uma recomendação do PSD que visa a fiscalização noturna da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento — EMEL nas zonas de moradores.

TYS // MLS

By Impala News / Lusa

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