Arouca dedica 10 dias ao Barroco, às monjas de Cister e à nova bienal de órgão de tubos

O Mosteiro de Arouca acolhe de sexta-feira até dia 21 três iniciativas dedicadas ao Barroco, entre as quais a recriação histórica sobre a vida das monjas de Cister e o lançamento de uma bienal sobre órgão de tubos.

Arouca dedica 10 dias ao Barroco, às monjas de Cister e à nova bienal de órgão de tubos

Arouca dedica 10 dias ao Barroco, às monjas de Cister e à nova bienal de órgão de tubos

O Mosteiro de Arouca acolhe de sexta-feira até dia 21 três iniciativas dedicadas ao Barroco, entre as quais a recriação histórica sobre a vida das monjas de Cister e o lançamento de uma bienal sobre órgão de tubos.

Numa organização da autarquia envolvendo também a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e a Direção Regional de Cultura do Norte, o programa começa por levar ao mosteiro, entre esta sexta-feira e a próxima quarta-feira, o programa “Retratos do Barroco”, que combina provas de doçaria conventual com uma exposição de antifonários, um jantar de época, uma dormida no antigo espaço monástico e ‘workshops’ de douramento em madeira, velas artesanais e “commedia dell’arte”.

No sábado e domingo irá também decorrer a I Bienal de Organistas no Mosteiro de Arouca, inspirada pelo órgão de tubos que, fabricado para esse edifício em 1743, foi concebido por Manuel Bento Gomez de Herrera e ainda hoje é apontado como um dos mais emblemáticos exemplares da organaria ibérica

“Assim como não é possível falar de Arouca sem falar do seu imponente mosteiro, também não é possível referir o Mosteiro de Arouca sem mencionar o seu fabuloso órgão ibérico, que em 2018 celebrou 275 anos”, declara à Lusa a presidente da Câmara Municipal, Margarida Belém.

A I Bienal de Organistas pretende, por isso, “explorar o riquíssimo acervo de manuscritos musicais” em depósito no mosteiro, que, como realça a autarca, era desde o século XII “um lugar de música, de cultura e de arte”, assumindo particular relevância na história de Portugal pelo facto de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I e rainha efémera de Castela, aí ter vivido entre 1220 e 1256.

Contando com concertos, workshops e conferências, a primeira edição da bienal é de participação gratuita mediante inscrição prévia e tem coordenação científica do músico Ivo Brandão. Para a estreia da iniciativa, esse responsável aposta em conteúdos sobre “a evolução da música sacra” desde o barroco até à atualidade, no que contará com a análise do conferencista Eugénio Amorim, maestro do Coro da Sé Catedral do Porto e docente da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto.

“Depois, de um ponto de vista mais prático, vamos permitir que alguns alunos possam contactar diretamente com o órgão de tubos, numa masterclass sob a orientação de João Santos, organista titular da Sé de Leiria e vencedor do Concurso Nacional de Composição de Mafra”, adianta Ivo Brandão.

Haverá ainda um concerto comentado sobre “as características estilísticas da composição para este tipo de instrumento e as especificidades do órgão de Arouca”, assim como um ‘workshop’ de leitura de partituras manuscritas, para se dar a conhecer o acervo do mosteiro e “um pouco da riqueza do seu espólio musical”.

Essa formação terá por base “partituras compiladas para as orações da Festa de Santa Mafalda e um antifonário do início do século XIX”.

A fechar as celebrações do Barroco estará a recriação “Arouca – História de um Mosteiro”, que, de 19 a 21 de julho, irá recorrer a centenas de figurantes para representar os hábitos laborais, sociais, religiosos e culturais das monjas da Ordem de Cister que habitaram o edifício.

Nessa perspetiva, e mediante entrada livre, o público tem oportunidade de conhecer espaços do mosteiro habitualmente restritos e poderá ainda testar produtos locais e regionais num mercado que contará com cerca de 20 associações e produtores do território.

AYC // LIL

By Impala News / Lusa

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