Argumentista de banda desenhada belga Raoul Cauvin morreu aos 82 anos

O belga Raoul Cauvin, argumentista de banda desenhada, morreu aos 82 anos, três meses depois de ter anunciado que sofria de um cancro incurável, disse hoje a editora Dupuis sobre o criador de “Os Túnicas Azuis” e “Cédric”.

Argumentista de banda desenhada belga Raoul Cauvin morreu aos 82 anos

Argumentista de banda desenhada belga Raoul Cauvin morreu aos 82 anos

O belga Raoul Cauvin, argumentista de banda desenhada, morreu aos 82 anos, três meses depois de ter anunciado que sofria de um cancro incurável, disse hoje a editora Dupuis sobre o criador de “Os Túnicas Azuis” e “Cédric”.

“É com uma grande emoção que comunicamos a morte de Raoul Cauvin, um dos maiores homens do mundo da banda desenhada”, indicou hoje a editora.

Raoul Cauvin deve a notoriedade sobretudo à criação da série “Os Túnicas Azuis”, uma coleção de grande longevidade, amplamente publicada durante meio século.

A série criada e escrita por Cauvin, “Os Túnicas Azuis” começou a ser publicada em 1968 em colaboração com o desenhador Louis Salvérius, que morreu em 1972, e mais tarde com Willy Lambil.

A série humorista, na tradição da banda desenhada franco-belga, conta as aventuras de dois soldados norte-americanos que combatem os sulistas (“Sudistes”) durante a Guerra Civil dos Estados Unidos no século XIX.

Com mais de 15 milhões de livros vendidos em francês, além das edições em português, inglês, alemão, holandês, entre outras, a série fez interessar os leitores europeus sobre a Guerra de Secessão norte-americana (1861-1865).

O êxito das histórias escritas por Cauvin levaram-no a colaborar com vários desenhadores da editora Dupuis, entre os quais Berck (“Sammy et Lou”), Nic (versões de “Spirou e Fantásio” e Kox (“Agente 212”).

Além de “Os Túnicas Azuis”, Cauvin criou e escreveu as aventuras “Pierre Tombal”, com o desenhador Hardy; “Femmes en blanc”, série desenhada por Bercovici e “Cédric”, com Laudec. 

O último álbum da série foi publicado no passado mês de maio, tendo pouco depois o escritor de banda desenhada ter anunciado através de um texto publicado num blog que “sofria de um cancro incurável”.

“Artífice de uma banda desenhada popular e de qualidade (…) Raoul Cauvin tornou-se num marco para os argumentistas (…) trabalhou arduamente a mecânica dos ‘gags’ e as regras da aventura de humor”, disse ainda a editora Dupuis. 

 

PSP // SB

Lusa/Fim

 

 

By Impala News / Lusa

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