ARCOmadrid quer dar destaque à figura do artista

A 39.ª Feira de Arte Contemporânea ARCOmadrid, que começa no dia 26, em Espanha, dá maior visibilidade e notoriedade à figura do artista, com quase metade das galerias participantes a apresentarem programas focados apenas em um ou dois criadores.

ARCOmadrid quer dar destaque à figura do artista

ARCOmadrid quer dar destaque à figura do artista

A 39.ª Feira de Arte Contemporânea ARCOmadrid, que começa no dia 26, em Espanha, dá maior visibilidade e notoriedade à figura do artista, com quase metade das galerias participantes a apresentarem programas focados apenas em um ou dois criadores.

“Uma das apostas da nova direção foi dar uma maior visibilidade e notoriedade à figura do artista, daí que se encontre, tanto no programa geral como nos programas comissariados, espaços que apostam na obra de um só artista ou no diálogo entre dois autores”, referiu o diretor-geral da IFEMA (Feria de Madrid), entidade organizadora da ARCOmadrid, Eduardo López-Puertas, hoje em conferência de imprensa, em Lisboa.

Segundo o responsável, são “cerca de 40%”, das 209 que participam na edição deste ano, as galerias com programas focados na apresentação de um ou dois artistas”.

Eduardo López-Puertas recordou que esta é “uma linha iniciada em edições anteriores, mas que atinge todo o seu esplendor nesta edição, evidenciando assim um dos traços distintivos da ARCOmadrid em relação a outras grandes feiras internacionais”.

A ARCOmadrid 2020 vai reunir 209 galerias de 30 países, entre as quais 13 de Portugal, o mesmo número que no ano passado.

“Temos galerias representadas nos vários setores [da feira]”, destacou a galerista Vera Cortês, do Comité Organizador da ARCOmadrid, salientando que a participação portuguesa no certame é “cada vez mais consistente e continuada”.

Das 13 galerias portuguesas selecionadas estão no programa geral, de Lisboa, a 3+1 Arte Contemporânea, Bruno Múrias, Cristina Guerra Contemporary Art, Filomena Soares, Madragoa, Francisco Fino, Pedro Cera e Vera Cortês e, do Porto, Nuno Centeno e Quadrado Azul.

No programa Diálogos, vai participar a Galeria Miguel Nabinho, de Lisboa, e, na secção Opening, estarão a Lehmann + Silva, proveniente do Porto, e a Balcony de Lisboa, uma estreante na ARCOmadrid.

As galerias portuguesas irão exibir obras de artistas nacionais como Bruno Cidra, Ricardo Jacinto, André Cepeda, Filipa César, Julião Sarmento, João Maria Gusmão e Pedro Paiva, Rui Chafes, José Pedro Cortes, Joana Escoval, Alexandre Farto (Vhils), Daniel Blaufuks, João Louro, Salomé Lamas e Fernão Cruz.

Além disso, segundo Vera Cortês, “este ano em especial há vários artistas portugueses com presenças especiais em galerias espanholas e estrangeiras”, entre os quais José Pedro Croft (galeria Helga de Avelar), Pedro Cabrita Reis (Juana de Aizpuru y Kewenig), Fernanda Fragateiro, Carlos Bunga (Elba Benítez), André Romão (García Galería) e Ana Santos (The Goma).

Este ano, o programa central da ARCOmadrid, habitualmente dedicado a um país convidado, foi este ano desenhado em torno de um tema — “It’s just a matter of time” (“É apenas uma questão de tempo, em português) -, no qual, de acordo com Eduardo López-Puertas, “se observarão práticas artísticas a partir do trabalho do artista [norte-americano de origem cubana] Félix González-Torres [(1957–1996)]”.

No recinto da ARCOmadrid, o artista será homenageado com uma exposição, com curadoria de Alejandro Cesarco e Mason Leaver-Yap, que inclui artistas de várias gerações, entre os quais Maria Eichhorn, Liam Gillick, Pepe Espaliú, Wendy Jacob e Andrea Büttner.

Além disso, “a sua obra estará presente”, embora noutros locais da cidade.

“Em colaboração com a Fundação Felix Gonzalez-Torres, chegámos a acordo em relação a uma maneira de apresentar a sua obra. Na cidade, em vários espaços – no metro, nas estações de metro, e em painéis de publicidade em várias ruas da cidade – será mostrada a obra ‘Untitled (It’s just a matter of time)'”, disse a diretora da ARCOmadrid, Maribel López.

A responsável salientou que, “fora isso, tudo é homenagem, é leitura [do trabalho dele] por outros artistas”.

Nesta edição regressa a Artis Libris, Feira Internacional do Livro de Artista e Edição Contemporânea, que terá pela primeira vez um fórum.

Maribel López destaca a importância desta “feira dentro de uma feira”, lembrando que “os livros são uma maneira de se chegar à Arte”.

No programa Diálogos, 10 galerias, selecionadas por Agustín Pérez Rubio e Lucía Sanromán, irão analisar a criação contemporânea com o foco nas artistas mulheres e no conflito de gerações.

O programa Opening, dedicado a projetos e artistas emergentes, inclui 21 galerias, de 14 países, selecionadas pelos curadores Tiago de Abreu Pinto e Övül Ö. Durmusoglu, e que apresentação obras de 36 artistas.

Este ano, pela primeira vez, os visitantes vão poder usufruir de visitas guiadas por profissionais.

JRS (AG) // MAG

By Impala News / Lusa

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