António Horta Osório substitui Luís Portela no Conselho de Administração da Bial

O gestor António Horta Osório vai ser o novo presidente do Conselho de Administração da farmacêutica Bial a partir de abril, depois de deixar banco Lloyds, substituindo Luís Portela no cargo

António Horta Osório substitui Luís Portela no Conselho de Administração da Bial

António Horta Osório substitui Luís Portela no Conselho de Administração da Bial

O gestor António Horta Osório vai ser o novo presidente do Conselho de Administração da farmacêutica Bial a partir de abril, depois de deixar banco Lloyds, substituindo Luís Portela no cargo

“O convite que me foi dirigido pelo Luís Portela constitui um enorme orgulho. A Bial é uma das empresas portuguesas que mais admiro não só pela missão que abraçou de contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida das pessoas, mas também pelo sucesso que tem conseguido alcançar na implementação da sua estratégia”, disse à Lusa António Horta Osório.

O gestor substitui Luís Portela, acionista maioritário da Bial e presidente durante os últimos 42 anos.

“Em estreita colaboração com o CEO [presidente executivo], António Portela, bem como com os restantes membros do Conselho de Administração espero contribuir ativamente para uma permanente melhoria do modelo organizativo, para maximizar o valor da empresa a longo prazo e para reforçar o caminho de internacionalização há muito encetado com sucesso pela Bial”, acrescentou Horta Osório.

“Acredito que a minha experiência internacional em funções executivas, e também não executivas, possa ser útil à empresa que está presente em alguns mercados que conheço bastante bem”, considerou o gestor.

“O caminho desenhado pelo Luís Portela lançou a Bial no mundo, tornando-a numa empresa internacional de renome e permitindo que possa agora ambicionar chegar ainda mais longe”, concluiu António Horta Osório.

Questionado pela Lusa sobre a saída do Conselho de Administração da Bial, Luís Portela disse que esta “foi preparada desde há alguns anos”.

“Sempre referi que não gostaria de me perpetuar no cargo e tinha já partilhado a intenção de cessar a minha atividade profissional antes de fazer 70 anos, o que acontecerá dentro de alguns meses”, prosseguiu Luís Portela.

“Liderei a empresa durante 42 anos, 32 dos quais como presidente executivo”, sublinhou, apontando que a Bial é atualmente “um projeto sólido, uma empresa internacional de inovação ao serviço da saúde de um cada vez maior número de pessoas” em todo o mundo.

Salientou considerar “saudável” que agora “sejam outras pessoas, de grande competência profissional, como é o caso de António Horta Osório, a assumir a responsabilidade de a conduzir e desenvolver”.

Questionado sobre os projetos a curto prazo, Luís Portela adiantou que agora terá “mais tempo” para se dedicar à Fundação Bial, à qual continuará a presidir, “que é uma instituição mecenática com a missão de incentivar o estudo científico do ser humano, tanto do ponto de vista físico como espiritual”.

A fundação atribui três prémios na área das ciências da saúde – o prémio Bial de Medicina Clínica, o Bial Award in Biomedicine e o Prémio Maria de Sousa — e promove apoios financeiros a projetos de investigação científica, envolvendo mais de 1.500 investigadores de 25 países.

“Será muito gratificante poder dedicar-me mais à Fundação Bial”, sublinhou.

Além disso, “terei também mais tempo para a minha família e para me dedicar às minhas áreas de interesse: à leitura, à escrita e aos temas que gosto de explorar, nomeadamente a psicofisiologia, a parapsicologia e a espiritualidade”, rematou Luís Portela.

Em 1979, Luís Portela, na altura com 27 anos, comprou a maioria do capital e assumiu a presidência da empresa fundada em 1924 pelo seu avô, liderando a sua transformação numa farmacêutica internacional de inovação, com o lançamento a nível global dos primeiros medicamentos de investigação portuguesa: “um antiepilético e um antiparkinsoniano”.

Em 2011, passou a presidência executiva ao filho mais velho, António Portela, ficando a exercer o cargo de ‘chairman’ da farmacêutica.

A administração conta desde 2010 com o seu filho Miguel, “reforçando a presença da quarta geração da família Portela na gestão da Bial”, refere o grupo.

António Horta Osório, que será também o futuro ‘chairman’ do banco Credit Suisse a partir de maio deste ano, iniciou a sua carreira na banca no Citibank, em 1987, a que se seguiu a Goldman Sachs, em Nova Iorque e Londres.

Em 1993 foi convidado por Emilio Botín para o Santander, tendo criado o Banco Santander de Negócios Portugal, tornando-se vice-presidente executivo do grupo Santander em 1999.

Em 2010 assumiu a presidência executiva do Lloyds, “tendo aceitado lugares de administrador não executivo no Banco de Inglaterra, e em alguns grandes grupos económicos, como a Exor (holding da família Agnelli) e a INPAR (holding da família Lemann), que mantém”.

ALU // JNM

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS