Antigo Dux revela: “Vi um amigo meu desmaiar, era eu caloiro”

Decorreu hoje mais uma sessão do julgamento no Tribunal de Setúbal em que as famílias reclamam indemnizações e pedem responsabilidades a João Gouveia e à Universidade Lusófona.Três ex-Dux e amigos das vítimas do Meco testemunharam hoje.

Antigo Dux revela:

Antigo Dux revela: “Vi um amigo meu desmaiar, era eu caloiro”

Decorreu hoje mais uma sessão do julgamento no Tribunal de Setúbal em que as famílias reclamam indemnizações e pedem responsabilidades a João Gouveia e à Universidade Lusófona.Três ex-Dux e amigos das vítimas do Meco testemunharam hoje.

Decorreu esta terça-feira mais uma sessão do julgamento no Tribunal de Setúbal em que as famílias reclamam indemnizações e pedem responsabilidades a João Gouveia e à Universidade Lusófona.Três ex-Dux e amigos das vítimas do Meco testemunharam hoje.

Começou por falar ex-Dux Rui Miguel Osório, antecessor de João Miguel Gouveia.  Este diz não saber porque está em tribunal, que conhece João Gouveia, Carina, Andreia, Joana e Catarina. Refere que é ex-aluno da Lusófona, onde estudou Design e comunicação. Diz ainda que conhece a COPA e explica como se organizavam hierarquicamente: “Temos a academia, a copa rege a academia. Para pertencer ao COPA tem de se integrar a comissão de praxe”, disse, citado pelos meio de comunicação presentes.

Rui Osório recorda as alcunhas dos colegas vítimas e de João Miguel Gouveia.

Carina era Pocahontas. Tiago, o Bilu. Pedro, o Negrão. Andreia, a Aka. Joana, a Guedes. João Gouveia, o bisonte.

Seguiram-se questões sobre as hierarquias e composição da COPA. Questionado sobre o porquê dos alunos bestas não poderem saber quem estava a cima deles na hierarquia, responde que não se divulgava quem eram doutores ou pastranos.

Fala-se sobre os fins-de-semana de praxe, como o das mortes, e este reitera que a faculdade não tinha qualquer controlo na COPA. Rui Osório conta que os Dux nunca pagavam os fins de semana e que podiam praxar os representantes de curso. Mais ainda, o Dux não podia ser praxado pelos representantes o curso. O fim de semana fatal era o primeiro fim de semana de mpc do João Gouveia.

Citado pelo CM, Rui Osório diz que comentaram com ele que naquele fim de semana o João Gouveia estava com uma enorme sede de praxar as vítimas. Diz que foi a “Mia” quem lhe mandou uma SMS a dizer isso após o fim de semana fatal.

Começou depois a ser ouvido Fábio Jerónimo, antecessor de João Gouveia como Dux. Também a este foram feitas questões sobre os meandros da praxe na Lusófona. Confrontado sobre um incidente nas praxes, o antigo Dux recorda: “Vi um amigo meu desmaiar, era eu caloiro. Mais nada”. No entanto reitera que os colegas eram responsáveis e que não se colocariam em situações de perigo sob ordens do Dux.

Daniel Nunes, outro honoris Dux, é ouvido em tribunal e revela que “nos três fins de semana de mpc nunca assisti a nenhuma praxe com água, mar ou rio”, acrescenta. Sobre o desmaio referido anteriormente, revela: “em 2006, era eu Dux, houve um caloiro que desmaiou devido ao calor e tivemos de chamar o INEM”.

As famílias dos seis jovens que morreram na praia do Meco, em 2013, reclamam indemnizações no valor de 1,3 milhão de euros e pedem responsabilidades do que aconteceu naquela noite a João Gouveia e à Universidade Lusófona.

 

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