Antiga zona industrial dá lugar ao Parque Ribeirinho do Oriente em Lisboa

O novo Parque Ribeirinho do Oriente, uma antiga faixa industrial que se prolonga por 600 metros à beira do Tejo, a partir da Doca do Poço do Bispo, foi hoje inaugurado em Lisboa, Capital Verde Europeia 2020.

Antiga zona industrial dá lugar ao Parque Ribeirinho do Oriente em Lisboa

Antiga zona industrial dá lugar ao Parque Ribeirinho do Oriente em Lisboa

O novo Parque Ribeirinho do Oriente, uma antiga faixa industrial que se prolonga por 600 metros à beira do Tejo, a partir da Doca do Poço do Bispo, foi hoje inaugurado em Lisboa, Capital Verde Europeia 2020.

Num passeio pelo novo parque, o presidente do município, Fernando Medina (PS), salientou a “devolução que é feita à cidade, aos cidadãos, aos lisboetas” de “um espaço absolutamente extraordinário”, num ano em que Lisboa é Capital Verde da Europa.

“Este era um espaço que estava atravessado por uma zona de circulação automóvel, também por zonas abandonadas, sem utilização nenhuma, e hoje é um parque verde, um parque ribeirinho extraordinário, com mais de quatro hectares, mais de 600 metros de frente de rio”, disse, aos jornalistas.

Esta é a primeira fase do empreendimento. Na segunda, serão mais quatro hectares a partir do Loteamento da Matinha até ao Parque das Nações.

O município prevê que o prolongamento esteja concluído dentro de dois anos.

“O investimento deste parque é um investimento de cerca de dois milhões e 200 mil euros total, uma obra feita pela Câmara, através das compensações suportadas pelo empreendimento que é vizinho deste parque. A próxima fase seguirá um processo também do mesmo moldes ao nível das compensações urbanísticas, serão elas que o suportarão o financiamento da obra para a continuação desta obra poder ser realizada”, disse Medina.

“Nós esperamos que num prazo de ano e meio, dois anos, poderemos ter a fase seguinte concretizada, isto é, quatro hectares a juntar a estes quatro”, acrescentou.

Junto às antigas docas, as grades que impediam o acesso à antiga zona industrial desapareceram e, além dos espaços ajardinados com espécies autóctones, foram construídas ciclovias, espaços para correr ou circular e parques infantis.

Foram também construídos equipamentos de apoio, como casas de banho e um espaço para bicicletas, duas cafetarias e uma biblioteca ou espaço de troca de livros, em antigos contentores marítimos adaptados.

“Quem quiser vir andar de bicicleta, quem quiser simplesmente passear, usufruir desta vista e também quem quiser também pescar pode vir aqui pescar. A pesca recreativa é aqui permitida e pode aqui ser realizada”, sublinhou o autarca, considerando que “as áreas verdes, os jardins, os parques são talvez das marcas mais importantes desta visão” que pretende “humanizar” a cidade “para a fruição de todos”.

Esta visão “implica um conjunto muito grande de transformações”, nomeadamente “retirar automóveis, devolvendo o espaço público às pessoas, mas também devolvendo uma coisa essencial que é a qualidade do ar”, afirmou, referindo-se à anunciada restrição de circulação de carros na Baixa da cidade, “uma zona com indicadores de poluição na Avenida da Liberdade e na Almirante Reis que muitas vezes ultrapassam os limites legais que seriam admissíveis”.

“Todas estas medidas, que vão em linha com o que se está a fazer noutras cidades da Europa e do mundo, enfrentam naturalmente críticas, enfrentam pensamentos diferentes. Nós estamos muito disponíveis para trabalhar com todos para adaptar as soluções, nomeadamente relativamente à Baixa, dentro do quadro geral de redução dos automóveis, redução do trânsito de atravessamento e criação de condições para a fruição da Baixa”, acrescentou.

RCS // ROC

By Impala News / Lusa

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