Angola conta com novo fundo de 125 mil euros para apoiar projetos culturais

Angola conta, a partir de janeiro, com um novo fundo para apoiar a diversidade cultural, cidadania e entidade, no valor de 125 mil euros, para promover projetos que contribuam para a criação de emprego nos setores culturais.

Angola conta com novo fundo de 125 mil euros para apoiar projetos culturais

Angola conta com novo fundo de 125 mil euros para apoiar projetos culturais

Angola conta, a partir de janeiro, com um novo fundo para apoiar a diversidade cultural, cidadania e entidade, no valor de 125 mil euros, para promover projetos que contribuam para a criação de emprego nos setores culturais.

“Angola é o primeiro país onde está a ser lançado este fundo”, disse hoje em Luanda o vice-presidente do Instituto Camões, Gonçalo Teles Gomes, na cerimónia de assinatura do acordo entre a instituição portuguesa e a Aliance Française, os parceiros que vão gerir o financiamento.

O fundo, que conta com fundos comunitário, totaliza 700 mil euros e destina-se aos cinco países africanos de língua portuguesa (Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau) e Timor-Leste, podendo apoiar projetos num montante máximo de 20 mil euros.

“Tem por base o entendimento que partilhamos com a União Europeia, a EUNIC (Rede de Institutos Culturais em Angola) e os seis países da CPLP sobre o papel da cultura como veículo de valores”, salientou o responsável do Instituto Camões, destacando ainda o contributo para a criação de emprego e apoio à formação de competências profissionais.

Gonçalo Teles Gomes salientou que os mercados culturais “representam uma oportunidade democrática de criação de valor, relativamente protegida das desvantagens de outros setores onde a competitividade é, por regra, proporcional ao capital disponível”, enquanto na economia criativa e cultural são “sobretudo, a identidade, a diferença e criatividade que contam”.

Por isso, “o potencial para participação, inclusão e criação de valor económico e social são praticamente ilimitados”, acrescentou.

Os candidatos podem enviar propostas a partir de 01 de janeiro, sendo os projetos avaliados trimestralmente durante o período que decorre o concurso, que se prolonga até 30 de setembro de 2022.

Os projetos serão escolhidos em função de critérios como: relevância para os objetivos do fundo (criação de novo emprego sustentável nos setores culturais e reforçar a diversidade cultural nos PALOP e Timor-Leste), pertinência para os beneficiários visados, sustentabilidade dos resultados, relação-custo eficiência, etc., podendo ser submetidos por pessoas individuais ou coletivas, públicas ou privadas.

O fundo foi criado no âmbito do projeto europeu Procultura (Promoção do Emprego nas Atividades Geradoras de Rendimento no Setor Cultural nos PALOP e Timor-Leste) estimando-se que atinja 400 beneficiários nestes países e gere 800 novos empregos até 2023 (dos quais 50% para mulheres)

Além do reforço de competências (a nível de criadores, técnicos e gestores), estima-se que o fundo se traduza também em resultados a nível da difusão e comercialização da música e artes cénicas, bem como na criação, publicação e difusão de literatura infantil-juvenil nos PALOP e em Timor-Leste.

RCR // PJA

By Impala News / Lusa

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