Amnistia denuncia uso excessivo de força contra manifestantes nas Honduras

Pelo menos seis pessoas morreram nas Honduras, desde abril, devido ao uso de força excessiva do Exército contra os manifestantes, denunciou na sexta-feira a organização.

Amnistia denuncia uso excessivo de força contra manifestantes nas Honduras

Amnistia denuncia uso excessivo de força contra manifestantes nas Honduras

Pelo menos seis pessoas morreram nas Honduras, desde abril, devido ao uso de força excessiva do Exército contra os manifestantes, denunciou na sexta-feira a organização.

Tegucigalpa, 06 jul 2019 (Lusa) – A Amnistia Internacional denunciou, na sexta-feira, que pelo menos seis pessoas morreram nas Honduras desde abril devido ao uso de força excessiva do Exército contra os manifestantes.

“A mensagem do Presidente Juan Orlando Hernandez (JOH) é muito clara: gritar ‘Fora JOH’ e exigir uma mudança pode sair muito caro. Pelo menos seis pessoas morreram em manifestações e dezenas ficaram feridas”, afirmou a diretora da Amnistia Internacional para as Américas, Erika Guevara Rosas, em comunicado.

O documento, que descreve os resultados de uma investigação no terreno, acrescenta que “numa tentativa desesperada de silenciar as vozes que exigiam a sua renúncia, o Presidente Hernández usou as forças armadas para controlar as manifestações”.

Médicos e professores, apoiados por estudantes e residentes, lideram há meses protestos contra o Presidente e contra dois decretos do Governo para privatizar a saúde e a educação, ainda que o executivo negue qualquer privatização.

“De acordo com informações recolhidas pela Amnistia Internacional, durante esse período, as forças de segurança usaram armas de fogo e indiscriminadamente outro tipo de armas menos letais, como gás lacrimogéneo ou balas de borracha, causando dezenas de ferimentos”, refere a mesma nota da AI.

O porta-voz da Forças de Segurança Nacional (Fusina), José Coello, que inclui os militares, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) que as operações policiais têm como objetivo “restaurar a ordem” e garantir a livre circulação nas estradas.

De acordo com Coello, “a maioria das manifestações são pacíficas”, mas “em alguns casos grupos radicais infiltram-se, praticando atos de vandalismo, roubos, queimando veículos, instalações policiais”.

FST // FST

By Impala News / Lusa

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