Amadora-Sintra: escalas ilegais na urgência de obstetrícia

Ordem dos Médicos relata que os médicos fazem sete bancos de 24 horas em cinco semanas no hospital Amadora-Sintra na escala de urgência de obstetrícia. Uma situação “de todo ilegal”.

Amadora-Sintra: escalas ilegais na urgência de obstetrícia

Amadora-Sintra: escalas ilegais na urgência de obstetrícia

Ordem dos Médicos relata que os médicos fazem sete bancos de 24 horas em cinco semanas no hospital Amadora-Sintra na escala de urgência de obstetrícia. Uma situação “de todo ilegal”.

Ordem dos Médicos relata que os médicos fazem sete bancos de 24 horas em cinco semanas no hospital Amadora-Sintra na escala de urgência de obstetrícia. Uma situação “de todo ilegal”.  As urgências do Hospital Fernando Fonseca, segundo Alexandre Valentim Lourenço, o presidente da secção regional do Sul da Ordem dos Médicos, “não correspondem a uma escala mínima. As maternidades do país deviam ter oito equipas com cinco elementos para cobrir todo o mês. Há hospitais que tiveram de passar para sete equipas. O Fernando Fonseca passou para seis equipas com quatro elementos e fazem sete bancos de 24 horas em cinco semanas. É de todo ilegal”, declarou à Lusa.

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Médicos da urgência de obstetrícia do Amadora Sintra estão esgotados

Alexandre Valentim Lourenço indica ainda que, em 50 fins de semana, os médicos da urgência de obstetrícia do Amadora-Sintra “estão ocupados em 30”. Este é um dos exemplos do esforço dos médicos feito nas maternidades do sul do país, que tem ocorrido ao longo do ano e que se agrava no período de verão, quando é necessário suprir férias de colegas. “Em agosto, nas maternidades do Sul, temos maior quantidade de equipas que têm menos gente. E não existe conhecimento, entre os profissionais, do que está a acontecer nas outras maternidades de forma prévia, não existe concertação”, critica presidente da secção regional do Sul da Ordem dos Médicos.

Transferência de grávidas

Durante o último mês e em agosto aumentaram as transferências de grávidas entre hospitais e os tempos de espera estão a ser mais prolongados. O representante da Ordem dos Médicos avisa que as maternidades estão já a ultrapassar a situação limite, com profissionais a fazerem um “esforço sobre-humano” e a fazerem num mês mais de 100 horas de serviço de urgência além do habitual. Alexandre Valentim Lourenço, que é médico obstetra, alerta que as equipas estão esgotadas e que há até médicos a desistir do sistema, como o caso de um diretor de obstetrícia que pediu reforma compulsiva aos 59 anos.

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