Alterações climáticas são maior ameaça para direitos humanos, diz Alta Comissária ONU

A Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, fez um apelo mundial para que a saúde seja colocada no centro das consequências negativas da crise climática.

Alterações climáticas são maior ameaça para direitos humanos, diz Alta Comissária ONU

Alterações climáticas são maior ameaça para direitos humanos, diz Alta Comissária ONU

A Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, fez um apelo mundial para que a saúde seja colocada no centro das consequências negativas da crise climática.

Madrid, 07 dez 2019 (Lusa) – A Alta Comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, assegurou hoje que “as alterações climáticas são a maior ameaça para os direitos humanos”.

Bachelet, ex-presidente do Chile, intervinha na Cimeira Global Clima e Saúde, um encontro organizado pela Aliança Global Clima e Saúde, conjuntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que hoje se realiza na faculdade de Medicina da Universidade Complutenses de Madrid, no âmbito da Cimeira do Clima.

Michelle Bachelet esteve num debate com a responsável de saúde pública e ambiente da OMS, María Neira, e ambas fizeram um apelo mundial para que a saúde seja colocada no centro das consequências negativas da crise climática.

“A saúde humana é um direito – insistiu Bachelet – e as alterações climáticas afetam mais a saúde dos mais vulneráveis, das mulheres e das crianças. Temos factos, não estamos a falar de ideias. Sete milhões de pessoas morrem por ano no mundo por contaminação. Os políticos devem analisar os factos e tomar decisões”.

María Neira sublinhou que milhões e milhões de pessoas estão expostas a uma grande contaminação ambiental, afirmando que “a OMS não pode ser um mero observador perante isto sem se zangar”. “Estamos a ficar muito impacientes”, afirmou, questionando: “porque é que não ficamos em pânico com sete milhões de mortes por ano?”.

“É necessário dizer aos comerciantes para pararem com o carvão, os combustíveis fósseis, melhorarem a planificação das cidades, fazerem um transporte sustentado e bons investimentos”, referiu Neira.

“Temos que conversar com as pessoas sobre soluções e esperanças, é o que mobiliza a sociedade, sem falar em apocalipse, pedindo a sua colaboração e mudando os seus padrões de consumo para que os padrões de produção mudem”, defendeu a Alta Comissária da ONU.

MC // EA

By Impala News / Lusa

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