Agustina Bessa-Luís homenageada hoje na Feira do Livro de Lisboa

A escritora Agustina Bessa-Luís, que morreu na segunda-feira, vai ser homenageada hoje pela sua editora, a Relógio d’Água, na Feira do Livro de Lisboa, com leituras da sua obra por autores como Hélia Correia e Alexandre Andrade.

Agustina Bessa-Luís homenageada hoje na Feira do Livro de Lisboa

Agustina Bessa-Luís homenageada hoje na Feira do Livro de Lisboa

A escritora Agustina Bessa-Luís, que morreu na segunda-feira, vai ser homenageada hoje pela sua editora, a Relógio d’Água, na Feira do Livro de Lisboa, com leituras da sua obra por autores como Hélia Correia e Alexandre Andrade.

A escritora Agustina Bessa-Luís, que morreu na segunda-feira, vai ser homenageada hoje pela sua editora, a Relógio d’Água, na Feira do Livro de Lisboa, com leituras da sua obra por autores como Hélia Correia e Alexandre Andrade. A vida e obra da autora de “A Sibila” vão ser celebradas na Feira do Livro de Lisboa, na praça da editora Relógio D’Água, pelas 16:30, anunciou a editora, que tem estado a publicar toda a obra da escritora.

Entre os participantes estão Lourença Baldaque (neta de Agustina), Hélia Correia, Maria Filomena Molder, Pedro Mexia, João Miguel Fernandes Jorge, António Barreto e Alexandre Andrade.

Esta homenagem surge numa altura em que a Relógio d’Água se prepara para publicar uma antologia de contos inéditos e a correspondência entre a escritora e o escritor de origem argentina Juan Rodolfo Wilcock.

“A Relógio D’Água tudo fará para que a obra de Agustina esteja acessível aos leitores, o que inclui os livros esgotados ou há muito inacessíveis e também inéditos, entre os quais os seus primeiros contos e a correspondência com Juan Rodolfo Wilcock”, anunciou a editora.

“O Sermão do Fogo” será o próximo romance a assegurar a permanência da autora, que praticou os mais diversos géneros literários, tais como romance, conto, crónica, biografias, livros infantis, correspondência, peças de teatro e argumentos cinematográficos.

Esta obra, iniciada no final dos anos 40, rompeu com o neorrealismo e o surrealismo então dominantes, criando algumas das mais marcantes personagens, sobretudo femininas, da literatura portuguesa, como a Sibila e Fanny Owen.

A Relógio D’Água, em colaboração com a família de Agustina, o marido Alberto Luís, entretanto falecido, a filha Mónica Baldaque e a neta Lourença Baldaque, tem reeditado a obra da escritora desde junho de 2017.

A editora dirigida por Francisco Vale afirma que a principal preocupação foi “proceder a uma rigorosa fixação dos textos e solicitar prefácios a escritores que pudessem ajudar a divulgar a obra junto dos leitores de todas as idades”.

Neste contexto, foram publicados “A Sibila” (prefácio de Gonçalo M. Tavares), “Dentes de Rato” (ilustrações de Mónica Baldaque), “Vale Abraão” (prefácio de António Lobo Antunes), “Fanny Owen” (Hélia Correia), “O Mosteiro” (Bruno Vieira Amaral), “Deuses de Barro” (Mónica Baldaque), “A Ronda da Noite” (António Mega Ferreira), bem como “O Manto” (João Miguel Fernandes Jorge).

Foram ainda editados “Os Meninos de Ouro” (com prefácio de Pedro Mexia), “Ternos Guerreiros” (prefaciado pela autora), “Três Mulheres com Máscara de Ferro” (libreto de ópera de Eurico Carrapatoso), “As Estações da Vida” e “As Pessoas Felizes” (António Barreto), “O Susto” (António M. Feijó) e “Party e A Casa — Diálogos” (Agustina Bessa-Luís e António Preto).

Agustina Bessa-Luís morreu na passada segunda-feira, dia 03, no Porto, aos 96 anos.

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