Agressões em creche de Gaia. Diego sem escola e mãe sem explicações

Diego não tem escola desde dia 15, uma vez que depois das agressões a mãe se recusou a levá-lo de volta ao Jardim de infância do Outeiro, em Gaia

Agressões em creche de Gaia. Diego sem escola e mãe sem explicações

Diego não tem escola desde dia 15, uma vez que depois das agressões a mãe se recusou a levá-lo de volta ao Jardim de infância do Outeiro, em Gaia

Foi no dia 14 de fevereiro que Carina recorreu ao Instagram para mostrar as fotos das marcas no corpo do filho de 3 anos, depois de já ter alertado a creche que o menino frequentava para uma situação semelhante.

Diego chegou a casa marcado na cara e corpo depois de mais um dia no Jardim de Infância do Outeiro, em Vila Nova de Gaia. Da escola, nem um aviso, uma nota em como Diego tinha sido alegadamente agredido por um colega da mesma idade. Carina tentou falar com a escola e com esforço lá lhe contaram que a professora estava por perto, mas não deu por nada. 

No dia 15 Diego ainda frequentou a creche, mas, daí em diante, a mãe disse-lhe que estava de férias. Carina recusa-se a levar o filho para o mesmo espaço, mas ainda ninguém lhe ofereceu uma outra opção para Diego, uma resposta aos e-mails que enviou, reclamações, ou sequer uma explicação.

Diego não tem escola e se quer outra “tem de ser a mãe a encontrar”, foi o que lhe disseram numa reunião com o Departamento de Escolas de Gaia.  O nosso site tentou – por várias vezes – entrar em contacto com a responsável do departamento, mas sempre sem sucesso.

Também a reunião com a Associação de Pais foi infrutífera. “Fui atacada por falar com a imprensa e no fim perguntaram-me se eu precisava de ajuda. Disse que sim, para encontrar outra escola”, recorda Carina.

Só que até agora, nada de escola para Diego, pelo menos pública. Carina já se dirigiu ao Agrupamento de Escolas Sophia de Mello Breyner, que não tem vagas. No agrupamento de Escolas de Canelas, o mesmo.

“Se o meu filho tem direito a uma escola pública por que tenho de procurar uma privada?”, questiona esta mãe que pede ajuda para encontrar uma escola para o filho, em casa desde dia 15.

Por escrito, Carina Costa já endereçou pedidos de ajuda e de explicações à DGE – Direção-Geral da Educação, Câmara de Gaia e Junta de Freguesia. Até agora, nada. Nem escola nem explicações. E Diego permanece em casa, com a família, há 12 dias, acreditando estar de férias.

Texto: Marta Amorim | Fotos: DR

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