Afonso Cabral estreia “Morada” ao vivo, na sexta-feira, no festival Bons Sons

O vocalista dos You Can’t Win Charlie Brown, Afonso Cabral, apresenta, pela primeira vez ao vivo, na sexta-feira, no festival Bons Sons, “Morada”, álbum de estreia a solo que é a concretização de uma vontade com muitos anos.

Afonso Cabral estreia

Afonso Cabral estreia “Morada” ao vivo, na sexta-feira, no festival Bons Sons

O vocalista dos You Can’t Win Charlie Brown, Afonso Cabral, apresenta, pela primeira vez ao vivo, na sexta-feira, no festival Bons Sons, “Morada”, álbum de estreia a solo que é a concretização de uma vontade com muitos anos.

A vontade de Afonso Cabral ter um projeto a solo já exista antes da formação dos You Can’t Win Charlie Brown, que começaram há dez anos “a partir de várias ideias de várias pessoas que queriam fazer projetos a solo”, mas como “tinham bastantes ideias em comum, então decidiram juntar-se”, partilhou o músico em declarações à Lusa.

A vontade foi sendo adiada, já que nas experiências que foi fazendo ao longo dos anos, nunca percebeu “que disco é que queria fazer, o que é que queria fazer, com que nome, que tipo de música, em que língua”.

Foi há cerca de dois anos que percebeu “o caminho que queria seguir” para o álbum de estreia, editado no início de julho, e nesse momento decidiu avançar.

O convite para escrever um tema para a cantora Cristina Branco — “Perto”, que faz parte do álbum “Branco” e está agora também em “Morada” – foi crucial na tomada de decisão.

“Quando a canção saiu tinha lá o meu nome escrito — música e letra por Afonso Cabral — e esse foi o momento em que eu decidi que não fazia sentido esperar mais”, partilhou.

Nos You Can’t Win Charlie Brown, Afonso Cabral canta em inglês, mas “há muitos, muitos anos, que andava a fazer experiências, a fazer coisas em português”.

A canção que escreveu para Cristina Branco — a primeira vez que escreveu “qualquer coisa inteira, que tinha saído cá para fora, sozinho — acabou por obrigá-lo “a sair da fase das experiências e assumir o risco, entre aspas”.

Quando cria canções, Afonso Cabral começa “quase sempre” por uma ideia de uma melodia, de uma batida ou de uma linha de uma guitarra, das cordas ou dos sopros, “há sempre uma ideia musical primeiro”.

“Na maior parte dos casos resolvo tudo isso primeiro, antes de escrever uma letra, o que torna o processo da escrita um bocado complicado, e nalguns casos vou fazendo as duas coisas em simultâneo, o que, no caso da escrita, torna as coisas um bocadinho mais fáceis”, relatou.

A “grande maioria” do álbum, composto por dez temas, foi feito “sozinho”, o restante contou “com a ajuda preciosa dos outros todos, para acabar o processo”.

“Na parte de gravar, António Vasconcelos Dias, que produziu o disco, ajudou a resolver algumas pontas soltas, e nos instrumentos houve liberdade e ‘input’ de quem esteve a tocar”, referiu.

A lista de músicos que participaram no disco inclui, entre outros, o baterista Joao Correia, o baixista David Santos, a cantora Margarida Campelo e o guitarrista Pedro Branco.

Depois do disco pronto, ficava só a faltar o título, que é “sempre a última coisa a decidir”.

“Quando estive a ouvir o disco, já com ele quase todo gravado, apercebi-me de que a maior parte das canções falava sobre coisas que me eram muito próximas, coisas do meu dia-a-dia e coisas que se passam em casa, e agora estou a falar nisto e estou a pensar: todo o processo até chegar à parte de gravação foi feito em casa, a gravar, a escrever, a compor. Percebi que havia ali toda uma noção de proximidade que me fez escolher o nome ‘Morada'”, recordou.

O álbum será apresentado na sexta-feira, no festival Bons Sons, na aldeia de Cem Soldos, concelho de Tomar, e a acompanhar Afonso Cabral em palco estarão Pedro Branco, na guitarra, e António Vasconcelos Dias, nos teclados.

A apresentação oficial de “Morada” está marcada para 30 de novembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. E aí será um concerto com a banda toda.

JRS // MAG

By Impala News / Lusa

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