Adiadas as execuções dos homens que violaram e mataram estudante em autocarro

Homens serão executados a 1 de fevereiro.

Adiadas as execuções dos homens que violaram e mataram estudante em autocarro

Adiadas as execuções dos homens que violaram e mataram estudante em autocarro

Homens serão executados a 1 de fevereiro.

As execuções de quatro homens condenados pela violação e assassínio de uma estudante num autocarro em Nova Deli em 2012, que provocou indignação no país e no mundo, foram hoje adiadas de 22 de janeiro para 1 de fevereiro. As execuções por enforcamento foram determinadas em 2017, mas adiadas devido a vários recursos dos violadores.

LEIA DEPOIS
Meteorologia: Previsão do tempo para sábado, 18 de janeiro

A justiça indiana marcou recentemente as execuções para 22 de janeiro, antes do último recurso dos condenados. “Lutamos há sete anos para obter justiça para a nossa filha. Os condenados usaram todos os tipos de táticas de adiamento. Não ficaremos tranquilos até que sejam enforcados”, disse a mãe da jovem assassinada, após deixar o tribunal.

Estudante e amigo foram abandonados despidos à beira da estrada

Inicialmente, seis homens foram acusados de participar no crime atroz ocorrido num autocarro, mas um foi libertado após uma breve detenção por ser menor de idade e outro cometeu suicídio antes do julgamento.

A jovem de 23 anos, estudante de fisioterapia, foi atacada num autocarro em dezembro de 2012, depois de ir ao cinema com um amigo. Os atacantes violaram a estudante, infligiram-lhe ferimentos internos com uma barra de ferro, com a qual também espancaram o seu amigo. A estudante e o amigo foram abandonados despidos à beira de uma estrada.

A jovem morreu, devido os graves ferimentos, duas semanas depois em Singapura, para onde foi transportada para receber atendimento especializado. Dezenas de milhares de indianos saíram às ruas para protestar contra o ato bárbaro que a jovem sofreu.

A tragédia levou a uma revisão das leis sobre abuso sexual na Índia, mas que ainda não foi suficiente para travar as frequentes violações contra mulheres e raparigas naquele país.

Texto: Joana Ferreira com Lusa

LEIA MAIS
Padre alentejano renuncia ao sacerdócio por amor

 

Impala Instagram


RELACIONADOS