Açores fazem estudo para apurar origem e potencial económico de alga invasora

Os Açores vão fazer um estudo para avaliar a origem de uma alga invasora que tem aparecido na região e analisar o seu potencial económico, revelou hoje o presidente do executivo, de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

Açores fazem estudo para apurar origem e potencial económico de alga invasora

Açores fazem estudo para apurar origem e potencial económico de alga invasora

Os Açores vão fazer um estudo para avaliar a origem de uma alga invasora que tem aparecido na região e analisar o seu potencial económico, revelou hoje o presidente do executivo, de coligação PSD/CDS-PP/PPM.

“Através do Fundo Ambiental, vai ser feito um estudo sobre ecologia e biologia da alga invasora que está a afetar os Açores nos últimos tempos. Temos feito trabalhos de limpeza, mas queremos saber a origem da alga e como se prolifera, até por razões de saúde pública”, indicou José Manuel Bolieiro, à margem de uma reunião com Ted Waitt, da Fundação Waitt, um dos parceiros do projeto Blue Azores, de proteção e valorização do oceano.

O presidente do Governo Regional explicou que, além da aposta na limpeza das praias, “interessa perceber a causa” do aparecimento da alga invasora e, “também, perceber que utilidade pode ter para outras soluções económicas”.

O protocolo entre o Fundo Ambiental e o Governo Regional, através da Secretaria Regional do Ambiente, foi assinado hoje, permitindo o financiamento que permite também estudar soluções tecnológicas para evitar o arrojamento e fazer uma limpeza com menor impacto ambiental.

Orçado em 200 mil euros, o estudo, a realizar pela Universidade dos Açores, pretende ainda analisar o potencial de valorização da alga.

Em maio, o secretário do Ambiente e Alterações Climáticas disse que o Governo Regional vai pedir à Universidade dos Açores um estudo para conhecer a “espécie da alga” que tem aparecido de forma “massiva” nas costas do arquipélago.

Em declarações à agência Lusa, Alonso Miguel considerou que a acumulação “massiva” de algas, além de causar “desconforto” para os residentes e turistas, “tem impactos ambientais e de saúde pública”.

“É preciso capacitar a região. Desde logo, com conhecimento do ponto vista da ecologia desta alga que nos permita lidar melhor com esse problema e dotar a região de uma gestão efetiva, quer em meio marinho, quer na orla costeira, do arrojamento dessa alga”, declarou.

O governante explicou que os resultados científicos desse estudo “serão fundamentais para preparar a região para essa nova realidade, que é a de lidar com a ocorrência massiva desta alga, que já foi identificada em várias ilhas da região”.

ACG (RPYP) // MLS

By Impala News / Lusa

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