#2 Prostituição: Crime, escravatura ou profissão? [vídeo]

Veja a segunda parte desta grande reportagem que lhe traz, na primeira pessoa, os testemunhos reais de Alexandra e Pedro.

#2 Prostituição: Crime, escravatura ou profissão? [vídeo]

Veja a segunda parte desta grande reportagem que lhe traz, na primeira pessoa, os testemunhos reais de Alexandra e Pedro.

Deveria Portugal legalizar a prostituição? Será o trabalho sexual uma profissão como qualquer outra? O enquadramento legal português serve a realidade das pessoas que se prostituem no nosso país? Se houvesse uma nova regulamentação, como é que poderia representar e proteger melhor as pessoas que realmente vivem da prostituição?

Na primeira parte desta reportagem, que tenta encontrar respostas para estas perguntas, começámos por ouvir duas histórias de vida de trabalhadores do sexo. Alexandra e “Pedro” (nome fictício) contam-nos como e o porquê de terem entrado para a prostituição.

“Se não se ganhar pelo menos 2000 euros, não se justifica uma pessoa prostituir-se”

Alexandra Lourenço tem 37 anos é mãe solteira e sempre trabalhou na noite. Atualmente, deixou o trabalho sexual, após ter sofrido de cancro na mama. Quando estava a recuperar da doença, Alexandra decidiu começar a dedicar-se ao ativismo e dar a cara pela luta dos direitos dos trabalhadores do sexo em Portugal.

“Pedro” tem 27 anos, mas no anúncio, onde tem publicitado serviços sexuais, afirma ter 24. “Pedro” começou a prostituir-se aos 19 anos, após ter ficado desempregado. No início, pensou em fazer trabalho sexual apenas durante uma semana, mas passados oito anos, “Pedro” não pensa em deixar o meio.

“Nunca é uma vida fácil, mas o que me leva a não deixar a prostituição, (…) é eu ser patrão de mim mesmo”, explicou “Pedro”, trabalhador do sexo.

“Nenhum cliente manda em mim!”

Apesar de nenhum deles considerar alguma vez ter sido explorado sexualmente ou admitir ter sido vítima de redes de tráfico humano, existem investigadores e membros de organizações não governamentais que consideram que o consentimento não é suficiente para afirmar que existem pessoas que se prostituem livremente e outras que foram obrigadas a tal.

Será que mesmo quem assume ter escolhido a prostituição conscientemente e por vontade própria é, ainda assim, uma vítima do mundo em que vivemos? Esta questão centra-se na premissa de que quem se prostitui já estava condicionada, à partida, antes de escolher prestar serviços sexuais. Segundo esta perspectiva, as condicionantes ou existem porque o Estado não oferece resposta à pobreza ou porque as próprias pessoas viveram vidas marcadas pela violência, pelo abuso sexual na infância ou juventude, pela ausência de estabilidade familiar ou pela falta de qualificações profissionais.

Será o sexo algo possível de se vender ou será que é sempre um atentado à dignidade humana?

Clique play e reflicta sobre os prós e os contras da possível legalização da prostituição na segunda parte desta reportagem.

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