15 doentes renais morrem por falta de diálise devido a apagão na Venezuela

15 doentes renais morrem por falta de diálise devido a apagão na Venezuela

Quinze doentes renais morreram na Venezuela por falta de diálise, numa altura em que o país está paralisado devido a um ‘apagão’, indicou uma organização defensora do direito à saúde e à vida.

Quinze doentes renais morreram na Venezuela por falta de diálise, numa altura em que o país está paralisado devido a um apagão, indicou uma organização defensora do direito à saúde e à vida.

Quatro das 15 mortes ocorreram no Hospital Miguel Pérez Carreño, em Caracas, indicou o diretor da Codevida, Francisco Valencia, sublinhando que «a situação das pessoas com insuficiência renal é muito crítica», uma vez que a quase totalidade das unidades de diálise está parada devido à falta de eletricidade que afeta o país desde quinta-feira.

Trata-se do pior apagão na Venezuela e que o Presidente, Nicolás Maduro, atribui a uma «guerra elétrica» conduzida pelos Estados Unidos e pelo auto-proclamado Presidente interino Juan Guaidó.

Venezuelanos voltam às ruas

Depois do apagão, os venezuelanos regressaram este sábado às ruas, com manifestações dos dois lados. A polícia venezuelana recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar uma manifestação convocada em Caracas pelo líder da oposição e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, segundo as agências internacionais.

A agência espanhola EFE relatou que uma unidade antimotim da Polícia Nacional Bolivariana recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para impedir a circulação dos manifestantes. Os manifestantes recuaram, mas optaram por permanecer nas imediações do local marcado para a realização da concentração.

Momentos antes, a equipa de Juan Guaidó já tinha denunciado que não tinha conseguido autorização para instalar um palanque no local e que as três pessoas que tinham transportado as estruturas tinham sido detidas. Também afirmaram que as próprias estruturas tinham sido confiscadas pelas autoridades.

Numa reação publicada na rede social Twitter, Juan Guaidó afirmou que o Governo de Nicolás Maduro irá ser “surpreendido”, porque a oposição vai permanecer nas ruas. “Pretendem jogar com o desgaste, mas já não tem maneira de conter um povo que está determinado em acabar com a usurpação. E hoje vamos demonstrá-lo nas ruas. Atentos”, acrescentou o opositor no Twitter, sem dar mais pormenores.

O protesto de sábado, que foi convocado para todo o país, faz parte da crescente pressão que a oposição venezuelana quer exercer contra o Governo de Maduro. Também acontece numa altura em que a Venezuela enfrenta um corte de eletricidade que afeta vários bairros de Caracas e mais de metade do território venezuelano há 40 horas seguidas.

Maduro também convocou para hoje uma concentração na capital venezuelana, com as agências internacionais a relataram que vários apoiantes do Presidente venezuelano contestado já estavam nas ruas de Caracas, vestidos de vermelho, a cor associada à revolução.

Os apoiantes de Juan Guaidó normalmente estão vestidos de branco. A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o opositor e presidente da Assembleia Nacional (parlamento), Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres. Nicolás Maduro, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos. Cerca de 50 países, incluindo a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, já reconheceram Guaidó como Presidente interino encarregado de organizar eleições livres e transparentes.

Na Venezuela residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes. Os mais recentes dados das Nações Unidas estimam que o número atual de refugiados e migrantes da Venezuela em todo o mundo situa-se nos 3,4 milhões. Só no ano passado, em média, cerca de 5.000 pessoas terão deixado diariamente a Venezuela para procurar proteção ou melhores condições de vida.

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