10 de Junho: Marcelo defende realismo sobre regresso de quadros emigrantes a Portugal

O Presidente da República defendeu hoje que é preciso realismo sobre as expectativas de regresso de emigrantes qualificados a Portugal e considerou que o Plano de Recuperação e Resiliência constitui uma oportunidade para os profissionais de saúde.

10 de Junho: Marcelo defende realismo sobre regresso de quadros emigrantes a Portugal

10 de Junho: Marcelo defende realismo sobre regresso de quadros emigrantes a Portugal

O Presidente da República defendeu hoje que é preciso realismo sobre as expectativas de regresso de emigrantes qualificados a Portugal e considerou que o Plano de Recuperação e Resiliência constitui uma oportunidade para os profissionais de saúde.

Esta posição foi transmitida por Marcelo Rebelo de Sousa no final de uma vista ao Royal Brompton Hospital de Londres, onde trabalham 116 enfermeiros e médicos portugueses, tendo ao lado o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, e o secretário de Estado da Cooperação e das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafofo.

Interrogado sobre que condições existem para que médicos, enfermeiros e outros quadros qualificados regressem a Portugal, o Presidente da República apontou que o investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma das prioridades já anunciadas pela Governo.

“E foram anunciadas para coincidir numa parte com o PRR. Isso está assumido como um compromisso. Os seus efeitos vão ser sentidos nos próximos anos. Desta vez, com verbas que, por causa da pandemia [da covid-19] são afetadas especificamente a reestruturação do SNS, estamos perante uma ocasião importante”, sustentou o chefe de Estadio.

Para o Presidente da República, a grande maioria dos enfermeiros e dos médicos que contactou naquele hospital londrino irá regressar a prazo a Portugal.

A seguir, confrontado com as diferenças salariais existentes entre os profissionais de saúde no Reino Unido e em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa advogou que, por razões de carência no Reino Unido, o nível salarial — até porque o custo de vida é diferente — era à partida (e hoje ainda) é muito superior ao praticado em Portugal e em outros países europeus”.

“Temos de ter a noção realista de que há países com um nível de vida muito mais elevado, com um custo de vida também mais elevado. E, portanto, em certos momentos da vida, as oportunidades são superiores àquelas que existem em Portugal”, respondeu.

De acordo com o chefe de Estado, “se a guerra e a crise não alterarem os planos, há recursos para reestruturar a saúde. Recursos como nunca houve no passado e como não haverá no futuro”.

“Daí poder acreditar-se que há aqui, como dizem os tecnocratas, uma janela de oportunidade que deve ser aproveitada”, completou.

Sobre o conjunto de incentivos (sobretudo fiscais) do Governo para que os emigrantes, principalmente jovens, regressem a Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa frisou a ideia de que esses incentivos “são importantes em certas áreas”.

“Mas temos de ser realistas: Estamos a viver um período muito difícil em todo o mundo, em toda a Europa, após dois anos de pandemia e agora com os efeitos da guerra” na Ucrânia, insistiu.

Após uma alusão ao contexto geopolítico internacional, Marcelo Rebelo de Sousa salientou as consequências que daí resultam “para o bolso das famílias”.

“Aqui, no Reino Unido, contaram-me o que se fazia com 1000 libras em relação a um certo tipo de despesas. Despesas que agora passaram para 1700 ou 1900 libras. Espero que esta situação crítica seja ultrapassada e até lá seja possível mitigá-la”, afirmou, aqui numa referência à galopante subida da inflação.

Se essa expectativa mais otimista sobre a evolução internacional se confirmar, então, segundo o Presidente da República, o PRR e os fundos europeus podem ser utilizados para incentivar as pessoas a regressar a Portugal.

 

PMF // SF

By Impala News / Lusa

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