Associação do Porto concluiu três de 14 processos de adoção de crianças búlgaras

Associação do Porto concluiu três de 14 processos de adoção de crianças búlgaras

Uma associação do Porto vocacionada para apoio à adoção internacional de crianças concluiu três processos e aguarda pela conclusão de mais 11, todos eles de crianças institucionalizadas na Bulgária, disse à Lusa a vice-presidente, Cristina Silva.

Porto, 31 dez (Lusa) – Uma associação do Porto vocacionada para apoio à adoção internacional de crianças concluiu três processos e aguarda pela conclusão de mais 11, todos eles de crianças institucionalizadas na Bulgária, disse à Lusa a vice-presidente, Cristina Silva.


A instituição Bem Me Queres – Associação de Apoio à Adoção, refere no seu sítio de Internet que foi “a primeira entidade em Portugal a solicitar autorização para exercer a atividade de mediação da adoção internacional (…) de crianças oriundas da Bulgária”. Mas, segundo Cristina Silva, a Bem Me Queres (BMQ) “está também autorizada pela autoridade competente portuguesa a exercer a atividade mediadora no Brasil, China, Colômbia, Filipinas e Ucrânia”.


Com 14 candidaturas a processos de adoção aprovadas e com três processos já concluídos, a instituição nascida há dez anos veio, segundo a responsável, “preencher uma lacuna existente em Portugal no que se refere à adoção de crianças fora do território nacional”.


“Há dez anos, quem queria adotar, não tinha qualquer informação, nem sabia onde dirigir-se”, frisou Cristina Silva à Lusa, que descreveu a ação da BMQ como um contributo “para simplificar” e ajudar a acelerar o processo numa “intervenção de maior proximidade”.


Estabelecer uma parceria com uma associação búlgara foi o “primeiro passo” para um processo que já teve “três casos de sucesso” para famílias portuguesas que, “querendo adotar crianças provenientes de outras culturas, contactaram a associação para receberem ajuda”.


Apesar da vocação para mediação de adoções internacionais, segundo Elsa Braga, psicóloga da instituição, a BMQ “contabiliza centenas de intervenções nas mais variadas áreas” no seu âmbito de intervenção.


Exemplo disso é o projeto “adotar família na escola”, em parceria com a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, que desde 2014 trabalha com “alunos e docentes” sobre “a temática a família num âmbito mais alargado”, revelou Elsa Braga.


“Impedidos por lei de prestar auxílio em casos de adoção nacional”, salientou Cristina Silva, a “entrada em vigor da lei 143/2015, de 08 de setembro, que estabelece o Regime Jurídico do Processo de Adoção não foi acompanhada pelos respetivos procedimentos, o que continua a limitar a ação da associação”, lamentou.


“Em Espanha são associações como a nossa que prestam o auxílio em casos de adoção nacional, mas aqui continuam, na prática, entregue aos serviços da Segurança Social”, disse.


No âmbito do 10.º aniversário da BMQ, a instituição vai organizar em 28 de janeiro de 2017, em Santa Maria da Feira, o III Encontro Nacional de Famílias Adotivas e Candidatos à Adoção, uma iniciativa que pretende a vice-presidente “represente um salto qualitativo na comunicação entre o casal e a criança adotada”.


Temas como “A adoção em mudança”, “Vamos ser pais, como é que o nosso filho nos receberá?”, ” A importância da história de vida e comunicação aberta sobre o passado” e “A adoção de crianças mais crescidas” dominam uma iniciativa também aberta aos mais jovens.


“Vai ser importante para as crianças adotadas poderem interagir”, salientou a responsável da associação que esperar reunir 200 centenas de participantes.


A BMQ funciona em regime de voluntariado e, desde o início da crise, em 2009, “viu diminuir a capacidade dos seus cerca de 400 associados de pagar as quotas”, lamentou Cristina Silva.



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