Artur Carvalho não é o único. Mais um obstetra sob suspeita por falhas em ecografias

O médico Vítor João Gabriel acompanhou três gravidezes, cujos bebés nasceram com malformações

Artur Carvalho não é o único. Mais um obstetra sob suspeita por falhas em ecografias

Artur Carvalho não é o único. Mais um obstetra sob suspeita por falhas em ecografias

O médico Vítor João Gabriel acompanhou três gravidezes, cujos bebés nasceram com malformações

O caso de Artur Carvalho, que seguiu a gravidez da mãe de Rodrigo – o bebé que nasceu sem rosto, não é único. Há mais um obstetra de Setúbal sob suspeita, por, alegadamente, não ter detetado malformações graves durante ecografias realizadas nas gravidezes de três mulheres.

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Um dos casos remonta a 2001, relata o jornal Público. Sheila Silva viu o filho nascer sem um rim, com pé boto e falta de vértebras na coluna. Quando nasceu, os médicos informaram os pais de que nunca chegaria a andar. Apesar dos prognósticos, o menino começou a andar aos 21 meses, depois de ter sido submetido a 18 cirurgias e a vários exames que exigiram 26 anestesias gerais.

O obstetra que fez as ecografias a Sheila é Vítor João Gabriel, que dirige o Centro Materno-Infantil de Setúbal, onde foram realizados os exames e que tem quase três anos de experiência na área das ecografias obstétricas.

Ao Público, o médico admite que, no caso do filho de Sheila, o pé boto poderia ser visível na gravidez. «Mas se estiverem de pés cruzados, não conseguimos lá chega. A anomalia na coluna, tubo digestivo e aparelho urinário não são detetáveis na ecografia. E infelizmente tem outros problemas, como o ânus imperfurado, que não se vê, e que obrigou a uma série de intervenções cirúrgicas. (…) As hemivértebras não são em toda a coluna, mas apenas na região sagrada, e estamos a falar de oito milímetros às 32 semanas, pelo que pode não se ver na ecografia, como o bebé dobrado dentro da barriga da mãe», disse o médico.

Menina «nasce sem palato e sem parte do maxilar»

Uma menina, que nasceu em 2010, sem palato e sem parte do maxilar, é outro dos casos. O médico afirma que realizou a ecografia fora da altura em que o problema seria detetável. «A última ecografia foi às 18 semanas e quatro dias. É a única que tenho. A mãe deve ter feito outra lá para as 22 semanas, que é a altura ideal, mas não fui eu.»

Já a mãe assegura ao jornal que fez quatro ecografias com este médico, em diferentes fases da gestação.

O terceiro caso envolve uma mulher diabética que teve uma menina há sete anos, sem um dos principais ossos de um dos braços – o rádio – e com a mão direita voltada para dentro. O médico garante não ter conseguido ver as malformações devido à «obesidade» da progenitora. «Podemos não ver, se a grávida for extremamente obesa. Nós pomos a sonda e não se vê nada para baixo. Eu disse várias vezes à senhora ‘não consigo ver nada’», relata.

Dos três casos apresentados, apenas o de Sheila e o marido mantêm um processo na justiça cível. Os outros dois casos foram arquivados.

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