Adeptos acusam André Ventura de usar Benfica para chegar ao parlamento

Numa carta aberta na Tribuna Expresso, cinco adeptos, entre os quais Ricardo Araújo Pereira, pedem a Luís Filipe Vieira que coloque um fim “à instrumentalização política”.

Adeptos acusam André Ventura de usar Benfica para chegar ao parlamento

Adeptos acusam André Ventura de usar Benfica para chegar ao parlamento

Numa carta aberta na Tribuna Expresso, cinco adeptos, entre os quais Ricardo Araújo Pereira, pedem a Luís Filipe Vieira que coloque um fim “à instrumentalização política”.

Grupo de adeptos do Benfica pediu à direção do clube, presidida por Luís Filipe Vieira, para colocar fim à “instrumentalização política” do clube pelo partido Chega.

LEIA DEPOIS
Marcelo Rebelo de Sousa nega situação grave do seu estado de saúde

“A direção do Benfica não pode continuar a pactuar com a evidência mediática: o Chega chegou ao parlamento porque é liderado por uma personagem que é conhecida apenas e só por causa do Benfica”, denuncia o grupo de cinco subscritores em carta aberta publicada esta sexta-feira, 11 de outubro, na Tribuna Expresso.

Ricardo Araújo Pereira, Jacinto Lucas Pires, Henrique Raposo, Pedro Norton e José Eduardo Martins demonstram publicamente “indignação” perante o facto de André Ventura, presidente do Chega, ter usado o clube “para criar uma persona política”, salientando que “a instrumentalização política do Benfica é errada por princípio”.

«O Chega é um partido antissistema e xenófobo»

“Neste caso, é ainda mais grave, porque o Chega é um partido de extrema-direita abertamente antissistema e xenófobo, isto é, um partido que é a negação da identidade do Benfica. O clube de Eusébio, Coluna, Renato e Gedson, entre outros, não pode ser associado a uma figura xenófoba”, adverte aquele grupo de adeptos.

Na sequência das eleições legislativas realizadas no domingo, 6 de outubro, André Ventura, pelo Chega, é uma das três novas forças políticas no parlamento, assim como o Livre e o Iniciativa Liberal.

Contactado pela agência Lusa, o Benfica recusou comentar a carta aberta e remeteu para os estatutos do clube, nos quais é indicado que o clube não diferencia os sócios “em razão da raça, género, sexo, ascendência, língua, nacionalidade ou território de origem, condição económica e social e convicções políticas, ideológicas e religiosas”.

LEIA MAIS

Previsão do tempo para sábado, 12 de outubro

Impala Instagram


RELACIONADOS