2017: como o Mundo mudou em 12 meses

Os 10 acontecimentos que mudaram o mundo. Recorde o que aconteceu fora de Portugal em 2017

  1. 1. Donald Trump toma posse

Outsider, politicamente incorreto, disruptivo, polémico. Quando os resultados das eleições de 8 de novembro de 2016 começaram a consolidar-se, o Mundo (e uma parte da América) acordava em choque. O alegado multimilionário, empresário do ramo imobiliário, estrela de reality TV, tornava-se o 45º presidente dos EUA.  Donald Trump torna-se, a 20 de janeiro de 2017, o homem mais poderoso do Mundo. É o presidente mais velho da História dos Estados Unidos e, sem margem para dúvidas, o mais polémico.

 

  1. 2. Massacre do povo Rohyngia, em Myanmar

  2. É a crise humanitária do ano, a par do drama dos refugiados da Síria, é a que desmascarou Aung San Suu Kyi, nobel da Paz em 1991. De acordo com a organização não governamental, Human Rights Watch, desde agosto de 2017, um terço dos 1,2 milhões de rohingya (minoria muçulmana de Myanmar) fugiu do país. O povo rohingya tem sido alvo daquilo que a ONU já referiu como tendo indícios de um massacre. Estima-se que, entre agosto e setembro, 6700 rohingya tenham sido massacrados às mãos do exército birmanês. Aung San Suu Kyi, líder de Myanmar, recusa publicamente que exista uma violência concertada contra esta minoria. Há já quem exija que a ativista política, ela própria durante anos exilada, presa e perseguida pelo regime do seu país, perca o título de Nobel da Paz.

 

3. Tensão entre EUA e Coreia do Norte

O lançamento de mísseis balísticos por parte do regime de Pyonyang, em julho deste ano, reacendeu o debate sobre o verdadeiro potencial nuclear da Coreia do Norte. Em agosto, um exercício militar conjunto entre a Coreia do Sul e os EUA, aliados de longa data, bem como ameaças por parte dos norte-americanos, criaram uma nova onda de tensão naquela zona e preocupações a nível internacional.

 

4. Estados Unidos renunciam ao Tratado de Paris

Donald Trump, um cético sobre as alterações climáticas e dados científicos comprovados como o aquecimento global e o degelo das calotas polares, decidiu, em junho deste ano, retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. Este acordo, assinado em 2015 por 196 países/regiões, tem por objetivo mitigar as emissões de monóxido de carbono, principal causador do aquecimento global. Um propósito que Trump considera que iria «boicotar a economia norte-americana e colocar os Estados Unidos em desvantagem permanente».

5. Atentado terrorista em Barcelona

O atentado terrorista de 17 de agosto, nas Ramblas, em Barcelona, matou 13 pessoas. Entre as vítimas mortais estavam duas portuguesas, avó e neta, de 74 e 20 anos. Um dos autores do atentado,  Younes Abouyaaqou, de 22 anos, conduziu a carrinha pela zona pedonal, abalroando centenas de pessoas. O ataque fez 152 feridos. Os autores do atentado jihadista foram, no dia seguinte, mortos pela polícia em Cambrils, nos arredores de Barcelona

 

6. João Lourenço sucede a José Eduardo dos Santos

Após 38 anos na presidência de Angola, José Eduardo dos Santos retirou-se do poder. Em agosto, o MPLA venceu as eleições gerais com 61,7% dos votos, colocando João Lourenço na presidência do país. Ainda é cedo para falar em ventos de mudança, mas a verdade é que o presidente angolano já tomou algumas medidas comentadas a nível internacional, como a exoneração de vários chefes militares. A mais mediática, claro, foi a exoneração de Isabel dos Santos, filha do ex-presidente angolano, do cargo de presidente do conselho de administração da Sonangol.

 

7. Tiroteio em Las Vegas

1 de outubro. Stephen Paddock, um cidadão discreto de 64 anos, consegue levar um arsenal de guerra para um quarto de hotel em Las Vegas e, durante um concerto de música country, dispara sobre a multidão. As armas automáticas utilizadas fazem um ruído semelhante ao fogo de artifício e, durante os primeiros minutos, ninguém consegue perceber o que se está a passar. 59 mortos e 546 feridos é o balanço do tiroteio mais mortífero da história dos EUA. As motivações de Paddock, que se matou antes de a polícia conseguir entrar no quarto, nunca foram conhecidas.

8. Referendo independentista na Catalunha

Esta quinta-feira, 21 de dezembro, os catalães voltam às urnas. As eleições regionais, convocadas após o polémico referendo independentista (e que Madrid alega ter sido ilegal) de 1 de outubro, servirão para colocar um ponto final num tira-teimas: ou a Catalunha continua a ser uma região autónoma de Espanha ou torna-se independente. Carles Puigdemont, presidente destituído do governo catalão, atualmente na Bélgica, em liberdade condicional, é um dos candidatos. Mas não é o favorito.

 

9. Movimento #MeToo

A revista Time elegeu um grupo de pessoas como Personalidade do Ano. Estas mulheres e homens que, nos últimos meses, denunciaram vários casos de assédio e abuso sexual são consideradas as pessoas mais importantes de 2017 pela publicação norte-americana.Na capa da próxima edição da Time surgem cinco mulheres, entre as quais a atriz Ashley Judd e a cantora Taylor Swift, que quebraram o silêncio, denunciaram casos em que foram vítimas de assédio sexual, e fizeram com que milhares de outras pessoas partilhassem histórias semelhantes. O movimento #MeToo (hashtag usada nas redes sociais para assinalar relatos de abusos e assédio) surge após a investigação do The New York Times sobre o produtor de cinema Harvey Weinstein.

 

10. EUA reconhecem Jerusalém como capital de Israel

A 6 de dezembro, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como capital de Israel, afirmando que «há muito que já deveria ter sido tomada» esta decisão. Esta tomada de posição unilateral está a gerar uma nova escalada de violência no Médio Oriente. A comunidade internacional criticou esta decisão dos Estados Unidos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a situação de Jerusalém «é uma questão de estatuto final que dever ser resolvida através de negociações diretas entre as duas partes, com base em resoluções relevantes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, tendo em conta as preocupações legitimas do lado palestino e israelita».

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