Há tipos de cancro resistentes à quimioterapia

Um novo estudo realizado na Universidade de La Trobe, na Austrália, conduzido pelo médico e professor Hamsa Puthalakath revelou que há alguns tipos de tumores que apresentam resistência a um dos medicamentos utilizados nos tratamentos de quimioterapia.

Há tipos de cancro resistentes à quimioterapia

Há tipos de cancro resistentes à quimioterapia

Um novo estudo realizado na Universidade de La Trobe, na Austrália, conduzido pelo médico e professor Hamsa Puthalakath revelou que há alguns tipos de tumores que apresentam resistência a um dos medicamentos utilizados nos tratamentos de quimioterapia.

Um novo estudo realizado na Universidade de La Trobe, na Austrália, conduzido pelo médico e professor Hamsa Puthalakath revelou que há alguns tipos de tumores que apresentam resistência a um dos medicamentos utilizados nos tratamentos de quimioterapia.

Chama-se 5-fluorouacil (5-FU) e é uma quimioterapia muito utilizada em casos de cancro da mama, colo-retal e outros tipos, sendo o grande responsável pela cura de milhares de pacientes. No entanto, há situações em que o cancro desenvolve mecanismos de resistência ao medicamento, tornando-o mesmo ineficaz.

Estudo comparou diferentes tipos de tumor e identificou as diferenças

Até à data deste estudo, desconheciam-se as razões para que isso acontecesse, mas Hamsa Puthalakath comparou os diferentes tipos de tumor e identificou  as diferenças entre os que resistem ao fármaco e os que não. Conclusão: a proteína denominada BOK está por trás da ineficácia do tratamento em alguns casos.

«Sempre acreditei que a natureza mantém as proteínas por uma razão», referiu o professor através de comunicado. «A nossa pesquisa mostra que o BOK se associa a uma enzima chamada UMPS, aumentando a capacidade das células de proliferar. Sem o BOK, as células lutam para sintetizar o ADN e não podem proliferar», sustentou. Ou seja, através do mesmo sistema, a proteína torna o medicamento impotente.

A solução seria administrar a proteína BOK com o fármaco, mas segundo o professor a solução provavelmente não iria funcionar. Assim, o método mais rápido e eficaz apontado é a criação de um teste que consiga identificar a proteína e prever se o tumor vai ou não resistir ao medicamento. Caso o risco de resistência seja elevado, o tratamento com 5-FU será substituído por outra quimioterapia para que seja possível salvar a vida do doente.

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