Salários baixos envelhecem o cérebro mais rapidamente

Novo estudo vem revelar que pessoas que recebem salários baixos experimentam um envelhecimento do cérebro muito mais rápido do que aqueles que têm bons vencimentos.

Salários baixos envelhecem o cérebro mais rapidamente

Salários baixos envelhecem o cérebro mais rapidamente

Novo estudo vem revelar que pessoas que recebem salários baixos experimentam um envelhecimento do cérebro muito mais rápido do que aqueles que têm bons vencimentos.

Trabalhar a troco de salários baixo é bastante mau para a carteira e pode ser insuficiente para fazer face às contas que tem para pagar. Só que há algo ainda pior. É que um novo estudo defende que os ordenados baixos são bastante prejudiciais para o cérebro. De acordo com o trabalho é algo que conduz a um mais rápido declínio da memória. Ou seja, se recebe pouco irá ver o seu cérebro envelhecer mais depressa quando em comparação com alguém que tem um bom ordenado.

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Esta é a principal conclusão de um estudo realizado por uma equipa de investigadores da Universidade de Columbia, Estados Unidos da América. Realçando ainda que trabalhos anteriores já tinham associado os baixos vencimentos a sintomas depressivos, obesidade e hipertensão. E tudo isto leva a uma maior probabilidade de um envelhecimento cognitivo acelerado “A nossa pesquisa fornece novas evidências de que a exposição sustentada a baixos salários durante os anos de pico de rendimentos está associada ao declínio acelerado da memória mais tarde na vida”, explica Katrina Kezios, uma das autoras do estudo.

“As nossas descobertas sugerem que as políticas sociais que melhoram o bem-estar financeiro dos trabalhadores de baixo rendimento podem ser especialmente benéficas para a saúde cognitiva”

Recorrendo a dados do National Health and Retirement Study, a equipa analisou dados de 2.879 pessoas nascidas entre 1936 e 1941. Foi tido em conta como salário baixo o vencimento à hora que era inferior a dois terços do salário médio durante esse ano em particular. Os indivíduos foram separados em grupos de pessoas que nunca trabalharam por salários baixos, os que o fizeram de forma intermitente e aqueles que trabalharam de forma contínua com um baixo salário entre 1992 e 2004. Posteriormente, foi analisada a relação entre os salários e o declínio da memória entre os anos de 2004 e 2016.

Os resultados revelam que, quando em comparação com aqueles que nunca trabalharam com um vencimento baixo, as pessoas com baixos ordenados tiveram um declínio de memória mais rápido durante a velhice. É mesmo realçado que os trabalhadores com salários mais reduzidos tiveram perto de um ano a mais de envelhecimento cognitivo num período de dez anos. “As nossas descobertas sugerem que as políticas sociais que melhoram o bem-estar financeiro dos trabalhadores de baixo rendimento podem ser especialmente benéficas para a saúde cognitiva”, acrescentam os autores do estudo. “Trabalhos futuros devem examinar rigorosamente o número de casos de demência e excesso de anos de envelhecimento cognitivo que poderiam ser evitados em diferentes cenários hipotéticos que aumentariam o salário mínimo por hora”, concluem. O estudo foi publicado no American Journal of Epidemiology.

Texto: Bruno Seruca

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