ModaLisboa: Nuno Gama recorre a lenda que exalta feitos portugueses para encerrar edição

ModaLisboa: Nuno Gama recorre a lenda que exalta feitos portugueses para encerrar edição

O criador Nuno Gama encerrou no domingo a 48.ª edição da ModaLisboa, no Centro Cultural de Belém, com a apresentação de uma coleção para o próximo outono/inverno que exalta os feitos portugueses através de uma lenda religiosa.

O criador Nuno Gama encerrou no domingo a 48.ª edição da ModaLisboa, no Centro Cultural de Belém, com a apresentação de uma coleção para o próximo outono/inverno que exalta os feitos portugueses através de uma lenda religiosa.

O estilista explicou que se inspirou nos painéis de São Vicente de Fora, que “têm uma lenda oculta”.

“A lenda [diz que] Deus teria descendência com Maria Madalena, foram exilados em França e criaram um império merovíngio. Depois, foram extintos e houve um sobrevivente, que foi o Afonso Henriques, que foi protegido por Egas Moniz com a missão de fundar Portugal como um país especial e abençoado por Deus”, assinalou Nuno Gama.

Continuando a recordar esta “Profecia” — nome também dado à coleção –, o criador apontou que, “para ajudar a tudo isso, Deus criou o Anjo de Portugal com a missão de guardar o espírito dos portugueses e de ajudar São Vicente com as nove relíquias”.

“É uma coisa que ainda acho que faz sentido [falar], que é o facto de nós, muitas vezes, não acreditarmos em nós”, notou, vincando que os portugueses são “especiais” e devem valorizar-se por isso.

A mensagem foi levada à passerelle através de um desfile encenado e marcado por coordenados masculinos formais, nos quais se destacavam as peles e as lãs. Nuno Gama aproveitou também a ocasião para alertar os espetadores para a importância da prevenção na transmissão de Sida: “É uma coisa que nos deve preocupar (…) porque se deve precaver e diagnosticar”.

Antes, a estilista angolana Nadir Tati apresentou a sua coleção “Diamante africano” que, segundo explicou à Lusa, “fala essencialmente das mulheres”, que são o “diamante mais precioso” do continente.

“Quis falar sobre o poder e sobre a mulher africana, especialmente a mulher angolana, mulher do mundo e mulher lutadora”, precisou, justificando assim a utilização de tecidos típicos e de sedas, organzas, lantejoulas e rendas. Nadir Tati apresentou também propostas masculinas em azul e prateado, que remetiam para as pedras preciosas de Angola. Ainda assim, vincou que a coleção também se destina ao público europeu, já que os dois continentes continuam, a seu ver, “unidos nas artes e na moda”.

Horas antes, o criador Dino Alves — que optou por não prestar declarações — apresentou a coleção “Manual de instruções”, num desfile que começou com uma narração satírica feita pelas atrizes Ana Bola e Maria Rueff sobre a indústria em Portugal.

Seguiu-se o desfile, com peças — para homem e mulher — unidas com tiras e nós, numa tentativa de mostrar a aposta na redução dos recursos e de apelar à criatividade dos compradores.

Neste dia, foram também apresentadas as coleções para o próximo outono/inverno dos jovens estilistas Patrick de Pádua e Ana Duarte (marca Duarte), da plataforma Lab, que apostaram num estilo militar e urbano e num visual de desportos de inverno, respetivamente.

De seguida, Christophe Sauvat apresentou uma coleção que agregava diferentes referências geográficas, enquanto Valentim Quaresma fez uma viagem aos estilos do último século da história da moda.

A 48.ª edição decorreu sob o tema “Boundless” [Ilimitado, em português].

 

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