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ALERTA | Medicamentos ilegais: Como identificar e denunciar

ALERTA | Medicamentos ilegais: Como identificar e denunciar

A DECO alerta que cada vez há mais portugueses a comprar, através da internet, medicamentos falsos para dores, disfunção erétil ou para emagrecer, mas também para doenças graves como tuberculose e cancro.

Os analgésicos são a classe de medicamentos mais comprada. Os Estados Unidos é de onde vem a maior parte dos medicamentos. No caso dos medicamentos para a disfunção erétil, as encomendas vêm sobretudo da Índia ou de Singapura. Os principais remetentes dos medicamentos para emagrecer são o Brasil, a Índia e a China.

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Comprar medicamentos pela internet em sites não autorizados pode ser perigoso, porque estes podem:

  • ser falsos;
  • ter a composição alterada (outra substância ativa ou em quantidade insuficiente);
  • conter ingredientes tóxicos;
  • estar fora do prazo;
  • ter sido transportados sem precauções, o que pode afetar a qualidade.

Como consequência, é possível que não produzam o efeito pretendido ou causem efeitos secundários inesperados. Para combater este risco para a saúde pública, a DECO faz parte do projeto Fakeshare, que consiste em identificar e denunciar as páginas de internet que vendem medicamentos ilegais e/ou falsos. A página www.fakeshare.eu/pt/ está aberta a qualquer cidadão para consulta e para denúncias. Nessa página, pode confirmar se o produto que pretende comprar é legal.

A diretiva europeia sobre medicamentos contrafeitos, que a DECO acompanhou de perto desde 2008, também endureceu as suas medidas: mais controlo e inspeção aos produtores de princípios ativos, assim como mais exigências aos distribuidores para um registo mais apertado das suas atividades.

Arriscar não compensa

Os consumidores encontram algumas vantagens em comprar online, porque é mais cómodo, pode não exigir receita médica ou parecer mais barato. O nosso conselho: o melhor é comprar só em sites autorizados. Verifique a legalidade destes no Infarmed ou em Fakeshare.

Os sites não autorizados vendem medicamentos sem que haja a intervenção de um profissional de saúde, sem conhecerem a história clínica ou a existência de outras doenças e, por vezes, com uma composição diferente da alegada, aumentando o risco para quem os toma. O medicamento encomendado pode não ser enviado ou ficar retido na alfândega e alguns sites não garantem a confidencialidade dos dados pessoais.

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