Crossover Lexus UX: A aerodinâmica do futuro [ensaio WiN | vídeo]

O UX representa mais do que uma novidade para a marca nipónica. Ao estrear-se no segmento C, o novo crossover citadino Lexus carrega o peso de fazer disparar as vendas. Consegui-lo-á?

Crossover Lexus UX: A aerodinâmica do futuro [ensaio WiN | vídeo]

O UX representa mais do que uma novidade para a marca nipónica. Ao estrear-se no segmento C, o novo crossover citadino Lexus carrega o peso de fazer disparar as vendas. Consegui-lo-á?

A questão da segurança, não só para os condutores, mas também para quem utiliza as vias de comunicação e tem de conviver com o automóvel, e a racionalização da utilização no tráfego e no estacionamento, entre outras premissas negativas pelo facto de o automóvel ocupar e percorrer espaços, são uma das matrizes sobre as quais assenta a Lexus. A marca premium nipónica trilhou um caminho longo – tal como os concorrentes diretos – para chegar aos dias de hoje com a solução acertada. Por solução certa entenda-se uma oferta que cumpra com as necessidades da sociedade e os seus novos desafios e compromissos. Um destes é o da motorização híbrida, que, na Lexus, está comprovada há mais de uma década, tendo absorvido os, pelo menos, mais outros dez anos da marca mãe, a Toyota. Pode dizer-se que, assim, está criada a base para um futuro risonho.

LEIA DEPOIS

Lexus ES

Conheça o familiar de luxo com perfil de gazela e músculo de tigre [ensaio]

Lexus, a marca limpinha

A Lexus di-lo com orgulho. Cumpre com todas as exigências ambientais e tem, até, folga em termos das exigências fixadas na Lei. Dada a experiência – herdada, trilhada e consolidada – e os anos investidos em investigação, consegue fazê-lo com custos mais comportáveis do que alguns dos construtores da indústria que só agora despertaram para as motorizações híbridas. Comparando a tecnologia híbrida japonesa Lexus com as das motorizações convencionais de outras marcas, os custos não são atualmente assim tão distantes. Só que a vantagem para as marcas do grupo Toyota e as suas motorizações híbridas estampa-se, por exemplo, ao nível do ISV – Imposto Sobre Veículos, calculado e cobrado na matriculação com base em dois critérios: cilindrada e emissões de CO2 – entre muitas outras.

Dez milhões a circularem pelo mundo e a responsabilidade do UX

Feita a introdução, mergulhemos na mais recente proposta do símbolo de luxo japonês e como tudo está aplicado no pequeno grande crossover citadino UX 250h, mais um modelo a juntar-se aos dez milhões que a Lexus já comercializou no mundo, dos quais cerca de milhão e meio são eletrificados. A marca pretende com esta viatura aproveitar o quinto ano de crescimento do segmento C, crossover, para alavancar, ainda mais, as vendas. A pretensão é a de atingir as 100 mil unidades vendidas em 2020, só na Europa. Muita responsabilidade para o UX? A resposta divide-se em cinco partes. Mas, antes, espreite o ensaio WiN, neste vídeo.

Desportivo e arrojado e condução suave e segura

O conceito desportivo e arrojado aplicado no UX está batizado pela Lexus como Creative Urban Explorer. Vai direto ao coração dos jovens de espírito que sintam o carro como extensão do seu estilo de vida urbano e distinto. Além da filosofia descrita, estreia também uma nova plataforma, bastante compacta e com centro de gravidade baixíssimo para privilegiar a condução. E há mais. O sistema híbrido é o de quarta geração – self charging hybrid –, que, somado à motorização de dois litros de quatro cilindros a gasolina, proporciona 184 cavalos de potência. A segurança, outro dos fundamentos basilares da Lexus, também este novíssimo UX – como todos os veículos da marca – recebeu a segunda geração do Lexus Safety System Plus.

Ótica traseira com ‘barbatana dorsal’

Assemelhando-se a uma barbatana dorsal, reduz a fricção dos ventos longitudinais e laterais, tornando a marcha mais estável e segura
Assemelhando-se a uma barbatana dorsal, a ótica traseira reduz a fricção dos ventos longitudinais e laterais, tornando a marcha mais estável e segura

A ótica traseira, com 130 leds, é a mais comprida do mercado. Assume, para lá da assinatura da estética Lexus, um papel de estabilização da viatura. Assemelhando-se a uma barbatana dorsal, reduz a fricção dos ventos longitudinais e laterais, tornando a marcha mais estável e segura, em reta e em curva. No interior, o habitual. Nada se compara à sensação de nos sentarmos num Lexus. A escolha de materiais, a qualidade e a atenção ao detalhe e o acesso de condutor e passageiros aos instrumentos do habitáculo são irreversivelmente estudados. Ao ponto de quase nos transmitir a sensação de que não entramos no carro. Vestimo-lo.

Os ouvidos do cérebro

Os pormenores Lexus começam no exato momento anterior ao que nos instalamos no interior deste crossover. O som do bater de porta é as boas-vindas da viatura. E esse som foi estudado até à exaustão pelos engenheiros acústicos da marca, que trabalharam no UX em conjunto com neurocientistas, para entenderem que sons são mais apreciados pelo nosso cérebro quando fechamos a porta de uma viatura. É muito trabalho para um gesto tão pequeno? É. E nós agradecemos: ありがとう!

Novo segmento, nova plataforma

A Lexus estreou, com o LC, a nova filosofia de plataformas globais – Global Architecture for Luxury vehicles. A GA-L (que deu origem ao modelos LC e LS) foi a primeira. Mais recentemente, a GA-K, aplicada no ES, e agora, com a chegada deste UX ao segmento C, surge a plataforma de arquitetura global GA-C. Maior envolvência e melhor e mais segura condução são as primeiras situações que a plataforma GA-C permite. Para futuro, dará origem a mais liberdade no desenvolvimento da viatura. (Uma conversa para outro dia…) A rigidez e a maleabilidade aliadas ao baixo centro de gravidade influem na dinâmica de condução e na extrema agilidade que só a tecnologia defensiva do UX impede aos nossos instintos colocá-lo em situações escusadamente trepidantes. Ao invés, conduzir este crossover é como flutuar sobre o asfalto.

Um Lexus generoso na potência e comedido do consumo

A motorização híbrida do Lexus UX é completamente nova, com sistema mais compacto e extremamente leve. A potência combinada – entre os motores de combustão e elétrico – é de 184 cavalos, com emissões muito, muito baixas de dióxido de carbono e consumos ligeiramente superiores aos anunciados pela marca em percursos mistos. A marca diz que são de 4,2 a 4,5 litros aos 100, mas, na verdade, nas nossas mãos, rondou os 5,5 a 6 litros aos 100 km. O que é excelente.

Segurança de excelência ativa e passiva

Quando o único obstáculo é o horizonte, sobra a liberdade para que cada um a exerça como bem entender. Nem que seja para ir visitar a avó…

O Lexus Safety System Plus faz deteção de peões diurna e noturna. Um descanso tanto para quem vai ao volante quanto para quem está lá fora… O Co-Drive assiste o UX e é uma combinação entre o cruise control adaptativo e a assistência à demarcação da faixa de rodagem, fornecendo apoio de condução autónoma capaz de seguir a viatura da frente quando as marcas das faixas de rodagem desaparecem e acelerando e travando quando necessário. O sistema de iluminação oferece máximos adaptativos que desliga leds para evitar encadear tanto os veículos que nos precedem como os circulam em sentido oposto ao nosso. O novo crossover citadino Lexus vem ainda com sistema de pré-colisão dianteira e traseira. Deteta veículos ou peões e… trava. O UX, tal como a restante família Lexus, obriga-nos sempre a portar-mo-nos bem. Esclarecendo isto, e quando o único obstáculo é o horizonte, sobra a liberdade para que cada um a exerça como bem entender. Nem que seja para ir visitar a avó à terrinha…

Ensaio WiN | Texto: Luís Martins; Vídeo e Edição: António Guimarães; Fotos: Helena Morais

LEIA TAMBÉM

Lexus LC 500h – A imponência silenciosa
Lexus LC 500h

A imponência silenciosa

Impala Instagram


RELACIONADOS