Ano novo | 11 passos para se reinventar e tornar 2020 diferente

As resoluções de Ano Novo são já velhas conhecidas de muitos ou praticamente todos nós. Mas a verdade é que nem sempre estas metas se cumprem.

Ano novo | 11 passos para se reinventar e tornar 2020 diferente

Ano novo | 11 passos para se reinventar e tornar 2020 diferente

As resoluções de Ano Novo são já velhas conhecidas de muitos ou praticamente todos nós. Mas a verdade é que nem sempre estas metas se cumprem.

No ano novo, muitas promessas são feitas nos âmbitos da melhoria pessoal, da mudança de vida e em diversas outras áreas. As famosas Resoluções de Ano Novo são já velhas conhecidas de muitos ou praticamente de todos nós. A verdade é que nem sempre estas metas se cumprem ou nos caminhamos de fato durante o ano em direção a elas.

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Fabiano de Abreu acredita que, no entanto, muitos dos que buscam aconselhamento para fazer a diferença a cada novo ano acabam por ser sugados por uma indústria de auto-ajuda que visa mais o lucro do que o benefício ao próximo. Sendo assim, de acordo com o filósofo, acaba-se também por não se alcançarem os objetivos. «Na era da auto-ajuda, a satisfação pessoal do ato de ajudar é rara, tendo sido suplantada pelo interesse financeiro de pessoas que ganham dinheiro a tentarem ajudar as outras. Muitos viram neste ato uma profissão. Mesmo sem terem os conhecimentos necessários para exercer a tarefa. Podemos chamá-los de conselheiros público-privados. São privados porque lhes pagamos e são públicos porque têm uma vasta audiência. Cuidado com os conselhos. Eles podem ser dados por pessoas que têm as respostas prontas, mas não entendem a profundidade da pergunta.»

Em vez de recorrer a gurus da auto-ajuda, Fabiano de Abreu propõe que a resposta para a mudança esteja na auto-análise. E sugere uma lista de Ano Novo de 11 passos. estes, sim, efetivos para se reinventar verdadeiramente em 2020, de dentro para fora.

Os 11 passos para se reinventar no ano novo

1. Combata a desmotivação

Qual o motivo da crescente desmotivação? O fato de o esforço ser menor? A falta de acontecimentos e de obrigações? O essencial suprido faz-nos criar acontecimentos ou tristezas por falta de tristezas? Procuramos um motivo, um objetivo? A falta de obrigações afeta-nos ao ponto de nos sentirmos preguiçosos em saber que temos obrigações. É como se acionasse o dispositivo da falta, como se contaminasse todo o ser e passasse a não ter mais vontade. Somos, na nossa maioria, seres inertes, desprovidos de projetos e com pensamento preguiçoso. A era das tecnologias, em especial da Internet, nos tornou seres que escolhem a facilidade. A nossa agilidade mental decaiu na mesma proporção em que a facilidade de acesso aumentou.

2. Estabeleça metas

Para resolver toda essa ociosidade devemos criar o que muitos chamam de sonho, mas que, na verdade, deveríamos chamar metas. Os sonhos são ilusões do inconsciente durante o sono e o que importa é, na verdade, algo que seja concreto. As nossas metas pessoais devem funcionar como foco, uma meta de vida alcançável e pela qual devemos ser mais fortes do que a nossa preguiça. Neste novo ano, proponha-se uma meta: transformação. Na Natureza, nada se perde, tudo se transforma. E nós, humanos, se não nos transformarmos, perdemo-nos.

3. Aceite a transformação e abrace a evolução

Como parte integrante da Natureza, formados pelos mesmos componentes desta, a transformação também faz parte da nossa vida. Mesmo que estejamos parcialmente satisfeitos, há sempre algo para melhorar. A evolução é uma constante e deve constar em todos os aspectos da vida. Melhorar, evoluir, aperfeiçoar-se, reinventar-se.

4. Conheça-se a si mesmo

Necessariamente, para conseguirmos reinventar-nos, criarmos uma melhor versão de nós mesmos, temos de nos aprofundar em algo primordial: o autoconhecimento. Através do autoconhecimento, de uma meditação introspectiva, devemos alcançar o chamado de ponto de equilíbrio. A reflexão deve ponderar sobre tudo o que faça parte da nossa vida: erros, acertos, comportamentos, caminhos traçados e os seus resultados.

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5. Não tenha medo de caminhar

Não podemos esquecer que sem agir nada acontece. Nós somos o motor, a força, o combustível para alcançar as nossas metas. O caminho deve ser percorrido assente numa ideia concreta. Não devemos, portanto, confundir ideia com ideal.

6. Seja menos idealista

Todo o idealismo inverte a realidade e interfere na sabedoria. O idealismo é uma ideia ingénua, já que esconde a realidade embutida nos pormenores ou nas nuances e resultam em julgamento.

7. Julgue menos

Julgar é uma palavra na qual devemos refletir, pois quem julga de mais não está aberto a aprender. O conhecimento parte do princípio de ter ciência no motivo que precedeu a ação. Ter uma ideia é arquitetar um plano de vida para que possamos seguir um caminho e alcançar uma meta. Temos sempre de procurar o lado bom da vida e, com isso, amenizar o sofrimento. Desta forma, valorizamos a alegria e temos a mente refrescada para que possamos continuar a nossa trajetória. Na nossa busca pela transformação, devemos focar-nos em algo importante: ser bom e fazer o bem. Mesmo que isso nos faça pensar que ser bom possa ser doloroso.

8. Pare de sofrer pelos erros alheios

Esta é a razão do sofrimento: ter uma visão apurada da realidade. Ao deixarmos de ser egoístas, estamos a expor o nosso íntimo, a dar de nós. Mas escolher o lado bom é também uma questão de inteligência. Praticar o bem é uma forma de ser bem visto na sociedade e com isso a sua conquista torna-se mais facilitada.

9. Exercite a humildade

Neste percurso, há algo mais a ter em conta: a humildade. A humildade é a facilidade que a pessoa tem de poder observar o mundo e aceitar que temos sempre mais a oferecer e que podemos ser sempre melhores. Isto inclui aprender com os erros. Aprender com os erros é uma lição para guardarmos, já que ela é a resposta de uma cognição necessária dentro da experiência para que possamos errar menos depois.

10. Fique bem sozinho

Esteja só num sítio que lhe agrade e lheraga paz. Ou esteja com a sua mente em plena conciliação.

11. Analise o passado para traçar o futuro

Faça uma retrospectiva da sua vida. Tenha noção dos seus erros, acertos, competências e incompetências. Acrescente uma grande dose de humildade para pensar nos exemplos e nos outros. Crie metas para que dessa forma possa ter um caminho a percorrer e objetivos pelos quais lutar. Não se deixe abater pelos obstáculos, pelas pessoas que o deixam triste. Pense que eles servem para que possa aprender, ter mais experiência e sabedoria para lidar melhor com os problemas. Tente que a razão prevaleça à emoção na resolução de problemas concretos, mas permita-se sentir quando assim achar necessário. Liberte-se e aproveite tudo o que o novo ano tem para oferecer-lhe.

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