Meghan e Harry escrevem carta arrasadora à imprensa britânica

Meghan Markle e o príncipe Harry escrevem uma carta destinada a quatro jornais britânicos: «Os duques não serão a moeda de troca para uma economia de cliques e distorção.»

Meghan e Harry escrevem carta arrasadora à imprensa britânica

Meghan e Harry escrevem carta arrasadora à imprensa britânica

Meghan Markle e o príncipe Harry escrevem uma carta destinada a quatro jornais britânicos: «Os duques não serão a moeda de troca para uma economia de cliques e distorção.»

O príncipe Harry e Meghan Markle tomaram mais uma decisão contra a impresa britânica. Este domingo, 19 de abril, os duques de Sussex enviaram uma carta a quatro conhecidos jornais britânicos a anunciar a nova política de imprensa do casal e para informar que não vão mais colaborar com os mesmos.

Na carta dos pais de Archie, que está a ser divulgada pela imprensa internacional e que é dirigida especificamente ao Daily Mail, ao Express, ao Mirror e ao The Sun, pode ler-se que  «o duque e a duquesa de Sussex viram pessoas que conhecem e completos estranhos a falar das suas vidas sem nenhuma boa razão, além das fofocas para aumentar as receitas de publicidade.»

Por essa mesma rezão, Meghan e Harry garantem que não vão colaborar com os jornalistas destes órgãos de comunicação para confirmar ou desmentir informações que chegam às redações e acusam os jornais «de contar ou publicar informações, mesmo quando eles sabem que será distorcida, falsa, ou invasora.»

A carta do casal real não é surpreendente, uma vez que Meghan e Harry sempre mostraram o seu desagrado em relação à forma como a imprensa britânica os «tratava» e nomeadamente referiram que a pressão mediática terá sido um dos motivos que os levou a «recuar» como membros seniores da Casa Real britânica.

A carta do pai de Meghan foi o «gatilho» da «guerra» com os media

De recordar que o despoletar de toda esta «guerra» entre os duques de Sussex e os media britânico deu-se em fevereiro do ano passado, quando o Mail on Sunday, que faz parte do Daily Mail, partilhou uma carta divulgada por Thomas Markle, o pai de Meghan, onde este faz duras críticas ao casal real, principalmente à filha, acusando-a que o desprezar. Devido a essa situação, os duques de Sussex vão enfrentar esse mesmo jornal em tribunal. O julgamento começa esta sexta-feira, 24 de abril, no Tribunal Superior de Londres, onde ambas as partes vão ser ouvidas por videochamada.

Apesar desta posição, Meghan e Harry mantém «relações» com alguns meios de comunicação. Recentemente, os pais de Archie confirmaram ao The Telegraph o nome da sua nova fundação: Archewell.

Recentemente, o programa estaduniense Good Morning America também confirmou que Meghan Markle vai dar a primeira entrevista após Megxit esta segunda-feira, 20 de abril. Não se sabe ao certo se a entrevista será em direto, através de videochamada, ou se vai ser transmitida em diferido. Sabe-se que Meghan gravou uma pequena entrevista aquando das gravações do documentário Elefantes, da Disney, ao qual dá voz.

No final da carta, Meghan e Harry afirmam: «Os media têm todo o direito de denunciar e de ter uma opinião sobre o duque e a duquesa de Sussex, boa ou má. Mas não podem basear-se numa mentira. Eles também querem ser muito claros: esta não é, de forma alguma, uma política geral para todos os meios de comunicação. O duque e a duquesa de Sussex estão ansiosos para trabalhar com jornalistas e organizações mediáticas de todo o mundo, interagir com os media e jornalistas jovens e promissores. Os duques de Sussex esperam fazer o que puderem para ajudar vozes novas, mais diversas e sub-representadas a obter novas oportunidades. O que eles não farão é oferecer-se como moeda para uma economia de buscar de cliques e distorção. Encorajamos esta nova abordagem seja ouvida e respeitada.»

Leia aqui a carta na íntegra
«Quando o duque e a duquesa de Sussex estabelecem o próximo capítulo das suas vidas e não recebem mais nenhum apoio público, estamos a escrever para estabelecer uma nova política de relações com os media.

O duque e a duquesa de Sussex acreditam que uma imprensa livre é a pedra basilar de qualquer democracia, especialmente em tempos de crise. Na melhor das hipóteses, essa imprensa livre lança luz sobre lugares escuros, contando histórias que de outra forma não seriam contadas, defendendo o que é certo, desafiando o poder e responsabilizando aqueles que abusam do sistema.

Já se disse que a primeira obrigação do jornalismo é a verdade. O duque e a duquesa de Sussex estão em total acordo.

É realmente preocupante que uma parte influente dos media, por muitos anos, tente descartar-se de assumir a responsabilidade pelo que diz ou imprime, mesmo quando sabem que é distorcida, falsa ou invasora. Quando o poder é desfrutado sem responsabilidade, a confiança que todos depositamos nesta indústria tão necessária é degradada.

Essa maneira de fazer negócios tem um custo humano real e afeta todos os cantos da sociedade.

O duque e a duquesa de Sussex viram pessoas que conhecem e completos estranhos, a falar das suas vidas sem nenhuma boa razão, além das fofocas para aumentar as receitas de publicidade.

Dito isto, o duque e a duquesa de Sussex não estarão envolvidos com estas publicações. Não haverá confirmação e compromisso zero.

Esta política não se destina a evitar críticas. Não se trata de encerrar uma conversa pública ou censurar relatórios precisos. Os media têm todo o direito de denunciar e de ter uma opinião sobre o duque e a duquesa de Sussex, boa ou má. Mas não podem basear-se numa mentira. Eles também querem ser muito claros: esta não é, de forma alguma, uma política geral para todos os meios de comunicação.

O duque e a duquesa de Sussex estão ansiosos para trabalhar com jornalistas e organizações mediáticas de todo o mundo, interagir com os media e jornalistas jovens e promissores. Os duques de Sussex esperam fazer o que puderem para ajudar vozes novas, mais diversas e sub-representadas a obter novas oportunidades.

O duque e a duquesa de Sussex não serão a moeda de troca para uma economia de cliques e distorção. Encorajamos esta nova abordagem seja ouvida e respeitada.»

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: Reuters

 

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