Família real britânica é a que mais dinheiro dos contribuintes gasta

A corte britânica é a que, na Europa, mais gasta dinheiro dos contribuintes.

Família real britânica é a que mais dinheiro dos contribuintes gasta

A corte britânica é a que, na Europa, mais gasta dinheiro dos contribuintes.

Quando se pretende saber quanto é que uma família real custa ao erário público de cada país, esbarra-se num labirinto de silêncios e informações contraditórias. Todavia, uma coluna de opinião recente, publicada pela Bloomberg, da autoria de Leonid Bershidsky, jornalista russo com reputação firmada na análise económica e que já colaborou com o The Philadelphia Inquirer, a Newsweek ou The Moscow Times, veio lançar alguma luz sobre este assunto. Pegando no caso do príncipe André de Inglaterra e dos seus reais escândalos, nomeadamente nas suas ligações ao milionário Jeffrey Epstein, acusado de explorar um negócio de prostituição e tráfico humano e que colocou termo à vida recentemente na prisão onde cumpria pena, o jornalista conclui que a monarquia britânica precisa urgentemente de uma lavagem de imagem, ou rebranding, de forma a justificar o dinheiro nela empatado pelos contribuintes.

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Carlos Gustavo tomou medidas para reduzir custos da família real sueca

E o colaborador da Bloomberg chama a atenção para o que se passou recentemente na Suécia, que para além de já ser uma das monarquias europeias com menor participação monetária dos contribuintes, o seu rei, Carlos Gustavo, tomou medidas para reduzir os custos, excluindo cinco netos da lista de pagamentos públicos. Em 2017, a empresa britânica Brand Finance Plc calculava o valor da fortuna da monarquia inglesa em 67,5 mil milhões de libras esterlinas (qualquer coisa como 78,9 mil milhões de euros), dos quais 29,8 mil milhões de euros em ativos tangíveis. O custo de manter a família real custava no mesmo ano aos cofres do Estado qualquer coisa como 96,1 milhões de euros.

Fortuna da monarquia inglesa avaliada em 78,9 mil milhões de euros

A monarquia britânica é, no entanto, a de manutenção mais cara de toda a Europa, do ponto de vista dos contribuintes. A título de exemplo, a casa real norueguesa custa à volta de 49 milhões de euros por ano (excetuando os custos com segurança e outros, não contabilizados) e o orçamento anual para manter a monarquia holandesa é de cerca de 60 milhões de euros, embora algumas vozes refiram que tais custos podem chegar aos 350 milhões de euros por ano.

Família real da Suécia é a mais poupadinha

Já a monarquia sueca é muito poupadinha, custando ao erário público apenas 6,2 milhões de euros por ano. Mesmo assim, alguns contribuintes acham demasiado e o atual rei, Carlos Gustavo, foi sensível a estas opiniões e recentemente reduziu as despesas com alguns dos elementos da casa real, retirando privilégios aos seus netos. Aqui ao lado, a casa real espanhola custa anualmente ao erário público um pouco mais: recebe do orçamento anual do Estado quase oito milhões de euros.

Texto: Luís Peniche; Fotos: Reuters e Impala

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