Tânia Ribas de Oliveira faz relato emotivo dos dias com covid-19

Tânia Ribas de Oliveira partilhou com os seguidores um relato emotivo de como têm sido os dias desde que foi infetada com covid-19. A apresentadora da RTP falou abertamente dos medos e como tem lidado com as emoções durante este período em quarentena.

Tânia Ribas de Oliveira faz relato emotivo dos dias com covid-19

Tânia Ribas de Oliveira faz relato emotivo dos dias com covid-19

Tânia Ribas de Oliveira partilhou com os seguidores um relato emotivo de como têm sido os dias desde que foi infetada com covid-19. A apresentadora da RTP falou abertamente dos medos e como tem lidado com as emoções durante este período em quarentena.

Tânia Ribas de Oliveira escreveu um texto comovente nesta terça-feira, dia 29 de dezembro, para dar o testemunho desde que foi infetada com covid-19. Desde os medos a como tem lidado com as emoções nestes dias em quarentena, a apresentadora da RTP partilhou todo o relato, em primeira mão, com os seguidores do Instagram.

“A caminho do oitavo dia em casa e já me sinto com vontade de escrever. Apesar de os meus sintomas físicos terem sido ligeiros (cansaço e falta de olfato e paladar), acho que se fala muito pouco sobre o peso emocional que o covid cria nas pessoas infetadas”, começou por dizer.

“É certo que o meu teste positivo chegou no dia 23 às 21h30 e o facto de a véspera de Natal estar à porta foi muitíssimo duro. Toca o telefone, é do laboratório ‘boa noite, as notícias não são boas’. Passei várias horas ao telefone, a avisar a RTP, os amigos e também conhecidos, porque o Natal era no dia seguinte e algumas famílias iriam juntar-se. Eu tenho contacto diário com muitas pessoas. Eu não sabia sequer se os meus filhos e marido estavam infetados (no dia seguinte percebemos que não, felizmente) e uma série de dúvidas começaram a surgir”, disse.

«Não sabemos como vamos acordar»

Para Tânia, o pior foi mesmo o medo do desconhecido: “O que dói verdadeiramente? É o medo. Ele existe. Não sabemos como vamos acordar no dia seguinte e, no silêncio das noites infinitas, somos nós e as nossas angústias. ‘Vou ter febre? Tosse? Falta de ar? Ficarei com sequelas? E se pioro de um momento para o outro?’ Fingimos que os fantasmas não têm voz e tentamos dormir”.

“Os primeiros dias são muito duros. Passa um, dois, três, quatro e ao quinto dia começa a esperança a ganhar lugar. ‘Se não piorei até aqui, pode ser que seja das sortudas por quem o covid passa sem magoar muito'”, escreveu, revelando que foi ‘vítima’ das lágrimas várias vezes: “Chorei muito durante dois ou três dias. Muito, muito. Sem esforço. As lágrimas escorriam e eu cansada, nem as limpava”.

A época em que apanhou covid-19 também lhe tocou profundamente, bem como o receio de ter contagiado outras pessoas. “Veio o Natal e com ele outros fantasmas. Tive amigos que o passaram verdadeiramente sozinhos. Sem mais ninguém. Porque trabalho com uma grande equipa que usa máscara, mas eu não, é a minha profissão. À medida que os dias foram passando, comecei a receber mensagens de todos: ‘negativo, Tânia!’ e o meu coração foi apaziguando. Não há culpa, há ‘apenas’ um vírus que circula e que, por mais cuidados que tenhamos, podemos apanhar. Mas há o cuidado de não querer ter infetado ninguém”.

Continue a ler o emocionante testemunho de Tânia Ribas de Oliveira aqui.

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Reprodução redes sociais

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